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Tem momentos que quase oiço a tua voz meio esganiçada, a tua gargalhada que se fazia ouvir do outro lado do mundo. E então percebo que é apenas a voz das memórias a fazer-se ouvir.
É como se tivesse no centro de uma corda bamba; de um lado a razão e do outro a emoção. Poderia procurar-te, tentar saber de ti,poderia fingir que mais uma vez não me deixas-te de parte. Mas também poderia deixar tudo como está. Afinal foste tu que se foi embora sem um adeus,sem um até já. Mudas-te de terra,de número e até de amigos.
Lembras-te dos velhos tempos? Aqueles tempos tão velhos que eu fazia ouvidos moucos aos avisos que me faziam sobre a pessoa que eras e nunca mesmo nunca te abandonei?Mesmo quando todos te pintavam de negro eu era capaz de ver as cores em ti. Afinal,mais do que a minha melhor amiga,outrora foste como uma irmã. A irmã que nunca tive.
Agora sei que eu é que estava enganada a teu respeito. Contudo,continuo com saudades dos velhos tempos.

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