O tempo não cura, só atenua a dor.


O meu avô não usava jeans ou qualquer tipo de calças que não fosse sarja. (Como as de fato).
O meu avô não usava t-shirts, pólos, calções nem ténis. Nunca o vi de óculos de sol e detestava as típicas bóinas que os senhores do campo usam.
Sempre o conheci de camisa no Verão, e de pullover no inverno.
O meu avô nunca me levantou a voz, nem se zangou comigo. Tinha uma paciência de santo e deixava-me fazer tudo o que me apetecesse, brincava comigo mesmo depois de um dia de trabalho só para o deixar em paz, mas fazia-o com vontade, não apenas por obrigação.
O meu avô era o meu segundo pai, era um poço sem fundo de ternura e dedicação. Alguém que eu amei sem saber o que isso era, alguém com quem me chateei quando me obrigava a fazer os trabalhos da escola debaixo do seu nariz.
O meu avô não era pai da minha mãe, mas amou-a a ela e a mim, como tal. Era o exemplo de homem que eu admiro.
O meu avô morreu à 8 anos atrás.
O que eu dava para estar contigo 5 minutos que fosse, meu eterno melhor amigo. Fazes-me tanta falta.

«Nunca me esquecerei de me lembrar de ti.»

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2 comentários :

  1. As pessoas só vão embora fisicamente, porque no coração ficam sempre :)

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