Quando o Coração Não Perdoa || Excerto



"Susana estava preguiçosamente deitada na cama de rede a ler enquanto Doris, a sua cadela labrador de pelo castanho cor de chocolate, ressonava por baixo de si. Apesar de ainda ser apenas inícios de Abril, o calor começava a fazer-se sentir e naquela tarde, depois de um dia atribulado no gabinete de arquitectura de fazer arrancar cabelos a qualquer um, nada lhe apetecia mais do que chegar a casa, trocar de roupa e descansar um par de horas até os pais e o irmão Pedro chegarem.
De repente ouviu qualquer coisa a restolhar na garagem. Pousou o livro e ficou alerta, mas o barulho que a despertara da leitura, cessara.
- Deve ser algum gato vadio. – Disse para Doris, mas esta nem se incomodou em abrir os olhos quanto mais levantar as orelhas. A cadela era meiga com quem confiava, boa com os outros animais da quinta mas como cão de guarda não servia para nada a não ser para ladrar e fugir de seguida.
A rapariga retomou a leitura, mas de novo ouviu o mesmo barulho e sem dúvida que alguém andava na garagem a remexer fosse no que fosse. Saltou da cama de rede num ápice, acordando Doris. Primeiro correu, depois estugou o passo, evitando fazer barulho. Se fosse algum ladrão estava tramada. De que lhe valeria o cabo da vassoura que levava nas mãos, em posição de ataque?
Entrou na garagem e quase morria de susto ao ver uma figura masculina."

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