Dentes de Ouro || O Diagnóstico


Antes dos 9 anos, quando recebia os cheques-dentista da escola primária já sabia que iria ser perda de tempo, visto que nunca abri a boca para dentista nenhum. Continuei assim até encontrar o dentista mais competente e jeitoso aqui da zona ( e caro como os cornos também). Com falinhas mansas, com presentinhos que dava aos miúdos e com o "fofinha isto, fofinha aquilo" lá abri a boca para o raio do homem.
Voltei algumas vezes para me arrancar 1 dente ou tratar outro, sinceramente não me lembro bem mas ainda tenho os mini baús que ele dava com o dente lá dentro...Foi ele que sugeriu encaminhar-me para a colega da sala ao lado que trabalhava com ortodontia. Não faço ideia se cheguei a ir logo nessa altura ou não por motivos financeiros, mas sei que passados alguns anos (já com 9 ) fui então a uma consulta com a dentista e começou a ralhar com a minha mãe, que devia de ter lá ido comigo há mais tempo e mais não sei o quê. Odiei a mulher naquele instante, eu ainda uma pirralha de metro e meio odiei a forma como falou connosco. Pediu desculpa e diagnosticou-me. Prognatismo Mandibular, ou seja, o maxilar inferior maior que o superior em vez de ser o oposto. O que causava má mastigação e outros incómodos que com o crescimento e a falta de tratamento iria contribuir para problemas de estômago e outras coisas mais.
Para além dos típicos dentes meio tortos e outros afastados, o maxilar era o ponto principal a corrigir mas para isso teria de se começar por algum lado, puxar daqui, empurrar para ali...abrir isto, fechar aquilo.
Sempre disse que a única correcção para os maxilares seria a cirurgia quando chegasse à idade do crescimento parar, mas enquanto isso, iríamos trabalhar noutros pontos para que quando chegasse a altura fosse mais fácil e menos doloroso. Fez planos, tirou fotos, estudou o caso e pouco tempo depois comecei a primeira fase desta luta que já dura há praticamente 14 anos.




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2 comentários :

  1. Eu também comecei a ir ao dentista bem cedo e andei praticamente sempre no mesmo, que ainda hoje me compreende e sabe como contornar os meus ataques de "pânico", visto que eu odeio ir ao dentista.

    Pelas fotos que já vi tuas actuais dá para antecipar que houve imensas mudanças ao longo dos anos!

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    1. Foi muito complicado. Fiquei traumatizada com tudo o que passei durante estes anos:(

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