Quando o ♥ Não Perdoa | Cap.1_Pt.3



Aquela noite fora muito agitada para Eva que tentava a todo o custo adormecer em vão. Sentia-se cansada, com sono, mas não conseguia dormir. Era como se tivesse o cérebro ligado à corrente. Pensava, pensava, voltas para aqui, voltas para ali. Ora tinha frio, ora tinha calor.
Vicente era a sua maior preocupação, a sua insónia. Talvez Pedro estivesse certo quando disse que ela, tal como a mãe, não sabia desistir. Por muito má que fosse a fase que estava a passar com o namorado, ela sabia de quem gostava e só queria que algum dia pudessem ser felizes juntos. Mas esse dia teimava em não chegar. Tinham alturas boas, com o amor que nutriam um pelo outro, no auge e nessas mesmas alturas, ela tinha a certeza mais certa que era com ele que queria ficar o resto da vida. Queria tanto que fossem o primeiro e único verdadeiro amor um do outro. Talvez pudesse fazer parte do pequeno grupo de raparigas que fica com o primeiro amor.
Embora tudo isso lhe soasse a contos de princesas e príncipes encantados, ainda tinha uma réstia de esperança que Vicente mais tarde ou mais cedo fizesse algo por si próprio, e sobretudo pela relação de ambos. Ao pensar nisto, Eva sentiu-se cansada de ser o “rapaz” daquele namoro.
Nunca quisera grandezas, nunca pediu muito, apenas o suficiente para ser feliz com ele, o suficiente para que fossem um casal normal da idade deles.
No fundo, queria apenas sentir-se especial, amada por Vicente, queria apenas ser normal. Normal mas não comum.
Apesar do desejo que sentia de Vicente a levar a passear, ao cinema ou o que fosse, nunca fizeram parte do grupo de jovens que sai à noite com amigos, mas na verdade, os amigos de ambos davam para contar pelos dedos de uma só mão. Talvez por isso a rapariga não soubesse quando desistir, no fundo, eram o melhor amigo um do outro, para o bem e para o mal, podiam contar um com o outro. Poderia haver mais rapazes no mundo, sim, contudo ela não estava pronta para abrir mão de Vicente, apesar de tudo o que isso poderia significar.

Acabou por adormecer a imaginar um futuro para ambos. O futuro em que seriam felizes, que pertenceriam um ao outro.

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