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No Verão passado tive uma crise de vertigens grave. Há uns dias para cá andei a pensar "A minha cabeça anda esquisita. Não me tarda a dar outro badagaio." Tiro e queda!
Estava muito bem no carro a ler um bocadinho na hora de almoço quando comecei a ver tudo à roda e ainda por cima estava sozinha. Com a aflição toda comecei a ter um ataque de pânico porque se desmaiasse no carro ninguém dava por mim para me socorrer. Liguei à minha mãe, precisava da voz dela para me acalmar. Só atendeu ao fim de 5 tentativas, 2 ataques de pânico e de o Lex ter chegado ao pé de mim e pôr-se de joelhos à porta do meu carro, à minha frente a tentar acalmar-me.
Com a cabeça em constante movimento e o ar a faltar-me (acho que nem todo o ar do mundo teria ajudado) eu só murmurava "Oh meu Deus. Oh meu Deus. Tenho de me acalmar. Respira. Respira."
E como não podia deixar de ser, lá fui fazer uma nova visita ao hospital. Abrir um bocadinho os cordões à bolsa e tal, como se já fosse quase rotina.
Desta vez não foi tão grave como o ano passado mas mesmo assim, deixou-me KO. O lado positivo (se há lado positivo quando se fica doente) é que amanhã é Sexta, entretanto chega o fim-de-semana e Segunda espero voltar ao trabalho como se nada tivesse acontecido.


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8 comentários :

  1. Respostas
    1. Agora é uns dias de comer e dormir que isto passa (espero) :)
      Obrigada e beijinhos

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  2. Espero que esteja tudo bem contigo! :)
    Eu sinto isso é em termos de ansiedade. Se sinto aquelas pontadas já sei que me vai dar algum daqueles batimentos frenéticos ou sonambulismo nessa noite...

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    1. Eu posso estar ótima, se estou sozinha e do nada penso "Estou sozinha. Se me sentir mal ninguém me socorre." aí é que me começa mesmo a dar uma coisa :/ Nunca tive ataques destes mas agora tem sido mais frequentes :/

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  3. Há alguns anos atrás, tinha imenso ataques de pânico.
    Tinha casado recentemente (não, o pânico não era do casamento) e mudei de uma cidade cheia de movimento (trânsito, pessoas, movimento) para uma aldeia muitíssimo pacata (estradas de terra batida, um ou dois tratores a passar e muita ovelha e galinha).
    Volta e meia sentia isso mesmo.
    E lembro-me que a pior, foi durante a noite.
    Acordei e pensei: estou a ter qualquer coisa. Acordei o marido e lembro-me que fomos os dois para a cozinha fazer um chá e eu só pensava algo do género 'Vais com o caraças e ainda tinhas tanta coisa para fazer'.
    Depois sei que comecei a acalmar, mas a sensação de falta de ar e do coração bater tão rápido, que parecia que ia parar a qualquer momento... não foi fácil!

    Com o tempo passou, e entretanto voltámos à cidade. :)

    (Acho que também devia escrever sobre isso, um dia destes.)

    Beijo d'

    A Marta

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    1. Eu moro no meio do campo e acho que se mudasse para a cidade é que me dava isso :P Estou a brincar mas se ficar uma noite por outra na minha avó (na cidade) com os carros a passar a noite toda nunca durmo. Adoro as minhas noites sossegadas no fim do mundo.
      Sobre esses ataques, não costumo ter. Só tive um em 2012 e nunca mais tive até este ano. Já me aconteceu 3x e acho que foi apenas inícios mas só o início custa quanto mais.
      Só penso "tenho de me acalmar. tenho de respirar" mas não é fácil. :/ Se escreveres, irei ler ;)
      Beijinhos

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