Entrevista | Soraia Oliveira

By Rita C. - fevereiro 22, 2018

Hoje trago-vos mais uma entrevista, desta vez à Soraia Oliveira autora de "Lembra-te de Mim", enfermeira e escritora nos tempos que se permite ser. Vamos conhecê-la um pouco melhor? 😉



Quem é a Soraia?
Pergunta difícil essa… acho que ainda me estou a descobrir! Nunca sei o que é suposto responder a essas questões complexas (risos). Vamos fazer género alta definição: Soraia, 24 anos, nasci a 7 de Outubro de 1993, sou enfermeira e escritora nos tempos em que me permito sê-lo. Péssima a descrever-se.

Descreve-te numa só palavra
Sei que é suposto dizer só numa palavra, mas vou usar duas: completamente distraída! Há quem já me chame de “Doris”, da famosa Dory, do filme. É triste, mas é verdade (risos).

Como surgiu o gosto pela escrita?
Lembro-me de ser pequenina – ainda mais do que sou agora – e já escrever em tudo o que era folha, fossem frases, fossem cópias que a professora da escola mandava e eu insistia em fazer aquilo centenas de vezes, porque já não me lembrava de quantas vezes era suposto fazer. O gosto pela escrita está comigo desde sempre, embora agora esteja um bocadinho, digo, “de férias”. Inicialmente escrevia poemas, na altura por causa de um jovem do sexo masculino que achava piada (aquelas coisas de miúda!), mas aquilo tornou-se mais sério com o tempo, não a história com o rapaz (risos), mas sim a escrita. E deu no que deu!

Quem te inspira na escrita e na tua vida?
O que vou vivendo é o que me inspira. Estar triste, feliz, chateada, irritada, qualquer coisa, qualquer emoção, que me faça despertar uma espécie de conversa comigo mesma. Inspiro-me no que as pessoas me trazem, nos sentimentos que me fazem viver.

O que te levou a publicar um livro?
Foi numa altura da minha vida em que eu senti que era o momento. Por tudo o que estava a viver, e a sentir. Acho que foi isso, na verdade. Sentia um turbilhão de emoções com vontade de serem postas em algum lado, comecei a escrever umas coisas, ia publicando no blog (semquesnemporques.blogspot.pt), mas sem aquela ideia de “ok, vou publicar um livro”. Essa ideia surgiu mais tarde. A opinião das pessoas também ajudou. Eu recebia elogios de pessoas minhas amigas e não só, e sinceramente, gostava de os receber, sabia bem, não só pela parte de gostarem do que liam, mas também pelo facto de muitas vezes se identificarem com o que eu escrevia. Resolvi tentar, não tinha nada a perder. O não era sempre garantido. Tentei, e resultou!

Foi difícil o processo de escrita até à publicação?
Não digo difícil, mas sim demorado. A editora foi rápida a aceitar a minha obra, só que eu ainda queria mais do que o que tinha, e fui acrescentando textos, para ficar composto e para eu sentir que aquele momento que eu estava a viver ficava encerrado ali, de certa forma. E só quando eu senti que finalmente estava feito, e que estava tudo dito, é que demos seguimento à publicação.

Qual a tua reação quando o teu livro foi aceite para publicação?
Eu recebi a resposta por e-mail, estava no quarto, sozinha em casa, e lembro-me que quando vi que tinha sido aceite não queria acreditar! Fiquei a olhar para o computador, e só queria contar aos meus pais, aos amigos mais chegados, a toda a gente (risos)! Fiquei super contente, claro, não tinha palavras, nem sabia como havia de reagir, porque afinal de contas eu ia ter um livro publicado! Como é que se reage a algo assim? Emocionei-me, não conseguia conter as lágrimas. Sentia mil coisas ao mesmo tempo, coisas boas. É algo que vai sempre ficar como um momento muito especial para mim.

Se pudesses voltar atrás, mudavas algo?
Não mudava absolutamente nada, até porque o que faz de nós no presente é tudo aquilo que fizemos e fomos no passado. As coisas acontecem por alguma razão, são o que têm de ser. No final, tudo dá certo.

O teu livro chama se "lembra-te de mim", há alguém em especial que queres que nunca te esqueça?
O titulo do livro inicialmente era para ser outro, a pedido da editora tivemos que alterar o titulo, tendo ficado esse, porque era algo que aparecia recorrentemente no final dos textos da obra, e achei que fazia sentido ser esse o nome da mesma. No entanto, intencionalmente ou não, e respondendo à questão, o titulo remete para isso mesmo, para a vontade de que alguém, especial ou não, nunca nos esqueça. Porque na verdade é isso que todos nós queremos, que ninguém nos esqueça. Que sejamos lembrados por algum motivo, por sermos alegres ou porque magoamos alguém ou porque simplesmente somos ruivos e diferentes da maioria das pessoas. Não quero que ninguém em especial nunca me esqueça, mas confesso que quero ser lembrada por todas as pessoas que puseram um pé em algum momento na minha vida, da mesma forma que eu me lembro dessas pessoas.

Tens ideias de escrever mais livros? Se sim, podes desvendar um pouco?
Neste momento, como disse, estou de férias desse emprego (risos). Não tenho qualquer livro reservado, infelizmente, mas quero escrever outro, sim. Outro género, outra história.

O que esperas de 2018?
A típica pergunta, aquela que nunca se sabe bem o que dizer, porque quase sempre se diz o mesmo: saúde, e claro, vamos todos ficar fit! (risos).
Deste ano eu não vou pedir nada, vou vivendo, e logo se vê. Um dia de cada vez! Vamos ver se há notícias da escrita durante o ano…

Obrigada Soraia, por nos abrires um bocadinho as portas do teu Mundo e do teu coração. Espero mesmo que ponderes voltar à escrita. 😘🙏

Review "Lembra-te de Mim "  | Comprar Livro


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