«O poderoso Capitão América, o lendário Thor, o impetuoso Homem de Ferro, o irascível Hulk e outros super-heróis da mesma estirpe voltam a ser chamados a lutar pelo futuro da Humanidade. Desta vez, a ameaça é uma forma de inteligência artificial chamada Ultron, degenerada de uma experiência de Tony Stark que tinha como objectivo conceber um programa informático que mantivesse a paz na Terra. Ultron decide que a única forma lógica de salvar o planeta é erradicar as pessoas... Para o enfrentar – e ao seu exército de "drones" –, a equipa de Vingadores vai ter de mobilizar e combinar eficazmente todos os seus poderes extraordinários e, sobretudo, a força que mais os distingue do vilão: o seu lado humano.»
A maratona pelo universo da Marvel continua por estes lados.
Os filmes do Captain America têm sido os meus preferidos e logo de seguida vem Avengers. Adorei o primeiro e ainda mais este. Sem dúvida que a equipa cresceu, dando lugar a novos heróis, e também a dinâmica entre eles melhorou imenso.
Gostei sobretudo da parceria do Captain America com o Thor, escudo e martelo a trabalharem juntos como um só.
Quanto ao Ultron, parecia que aquela geringonça nunca mais chegava ao fim, mesmo todo despedaçado lá vinha ele para mais uma rodada de pancadaria.
Estou ansiosa para saber o que virá a seguir, já que nas cenas pós-créditos o Thanos (Guardians of The Galaxy) voltou a aparecer dizendo "Eu mesmo farei.", dando a entender que ele mesmo terá de fazer o serviço, seja ele qual for, se quer que seja bem feito. Tudo deu a entender que se trata das pedras do infinito, uma delas incrustada na testa do herói Vision e que também foram abordadas anteriormente noutros filmes da Marvel.
A seguir vem o "Ant-Man", já vi há muito tempo e tenho a esperança de também gostar mais de o rever, como tem acontecido com quase todos os filmes que tenho revisto da Marvel.
PS. Vamos esquecer o meu reflexo na TV!😏
Avaliação The Choice: ★★★★★
Tal como aconteceu com o primeiro filme, já tinha visto este em 2017 e também não tinha gostado muito. Curiosamente, talvez por agora ter o primeiro mais presente na mente e estar a acompanhar a história como pertence, dei por mim a adorar este, até mais do que o primeiro!
Notei uma grande melhoria a nível de enredo e de personagens. Ri-me imenso com o Drax e só me apetecia ter um Groot e um Rocky em casa de tão fofos que são.
A grande lição deste filme que eu tirei foi mesmo o facto de eles, mesmo sendo tão diferentes uns dos outros, tornaram-se mais do que amigos. Tornaram-se família. E nem sempre a família é aquela com quem dividimos o sangue, também existe a família que escolhemos e que nos são tanto. É o caso do Peter que descobriu finalmente quem era o seu pai biológico o que poderia ter corrido bem se o senhor fosse alguém de boas intenções, contudo acabou numa grande batalha cheia de efeitos visuais e tudo a que tinham direito.
Também a Gamora chegou a um entendimento com a irmã Nebula. Mas no meio de um “final feliz” desengane-se quem pensa que isto fica por aqui.

Quanto a mim, fiquei curiosa pela continuação. É incrível como filmes que anteriormente não gostámos, mais tarde acabamos por gostar tanto
Avaliação The Choice: ★★★★★
Da primeira vez que vi “Guardiões da Galáxia” achei aborrecido e longo demais (embora agora já seja hábito filmes de 2h ou mais).
Hoje, chego à conclusão que não gostei porque não tinha percebido onde raio se inseria este filme no universo da Marvel. Agora percebo, depois de já ter visto o Thanos e o Collector em cenas pós-créditos de outros filmes.
Ri-me imenso com o Peter e o Rocky é a coisa mais fofa que existe, juntando-se ao Groot.
E o Drax? É só hilariante!! Apesar de não serem os meus heróis preferidos, gostei muito mais do filme agora que o revi. Gostei tanto que comecei logo a ver o seguinte.
Acho que o enredo não está mau de todo e mais uma vez estão de parabéns por todos aqueles efeitos especiais de tirar o chapéu.
Avaliação The Choice: ★★★★☆
«Serenatas românticas, beijos à chuva e declarações de amor épicas... Isto só acontece nos filmes!
A Audrey não quer saber de amor nem de paixões piegas. A vida dela já tem drama que chegue! Para fugir ao caos que se instalou em casa, ela arranja um trabalho no cinema local, sem imaginar que é precisamente aqui que vai encontrar um drama chamado Harry.
O Harry é um aspirante a realizador de cinema e encaixa em todos os clichês lamechas dos grandes romances. Rosas vermelhas, velas e charme de bad boy, ele vai tentar de tudo para conquistar a descrente Audrey. Mas, por favor, poupem-na! É bem sabido que o amor da vida real não é como nos filmes, certo? Ou talvez a Audrey se surpreenda...
Isto Só Acontece nos Filmes recebeu excelentes críticas e é um romance sobre romance, um grito feminista aos estereótipos impostos às jovens raparigas e uma leitura absolutamente hilariante.»
Primeiro que tudo, tenho de dizer que adoro a capa do livro. Digam o que quiserem, mas para mim está incrível. Simples, mas original e apelativa.
Andava já à imenso tempo para ler "Isto Só Acontece Nos Filmes" e foi este o escolhido quando fui à inauguração da nova loja FNAC. A lista era (e sempre será) gigante, mas teve de ser este a vir comigo.😍
Por onde começar? Eu adorei tanto, tanto este livro que nem sei como assimilar tudo e transpor em palavras.
Começo por dizer que as minhas expectativas estavam altas, de tanto ouvir falar sobre o livro e ainda assim, conseguiram ser superadas com uma pinta do caraças. Podem julgar um cliché, mas acreditem que vale muito a pena ler, nem digam a ninguém que só numa tarde li 100 páginas...ainda me internam.😏
Acho que todo o livro é quase o guião de um filme, o que se pode traduzir num trabalho que a Audrey tinha para fazer para a escola. A ressacar de um desgosto de amor, não acredita no amor nem nos filmes românticos, que para ela são uma grande treta e "uma verdadeira máquina de fazer dinheiro". A juntar a isso, tem o exemplo do casamento falhado dos pais e o desgosto de o pai trocar a família por outra mulher mais jovem e atraente.
Quando conhece Harry, o seu colega de trabalho no cinema onde começou a trabalhar para fugir dos conflitos familiares, Audrey é toda ela uma mancha de pensos rápidos e feridas. Todas as pessoas a avisam sobre ele e claro que Harry seria tudo aquilo que ela mais detestava e menos apreciava num rapaz. Mas, tal como ela aprendeu ao longo do tempo, "o amor não é só um sentimento. O amor também é uma escolha", ela não escolheu apaixonar-se por ele, mas a verdade é que se apaixona.
Mesmo cheia de receios de ser magoada por um Harry mulherengo e atiradiço, mantém a esperança que com ela, ele seja diferente, que ele seja melhor.
Harry tem os seus encantos, é um facto. Mostra-lhe um lado mais carinhoso e dá-lhe a conhecer filmes românticos para lhe mostrar que nem tudo é treta e que vale a pena acreditar no amor...ela começa a acreditar, têm uma história de amor bonita, mesmo com altos e baixos e é nesse momento em que ela começa a permitir-se amá-lo verdadeiramente, que ele lhe parte o coração e a faz escolher entre o amor que nutre por ele e o seu amor próprio.
Garanto-vos que não estava, de todo, à espera do desfecho em si, mas sem dúvida que fez todo o sentido, observando bem a Audrey e toda a história desde o começo. Acho que não faria sentido de outra forma.
Quem ainda não leu, recomendo que o faça. É uma leitura leve, viciante ao ponto que não vão querer parar, sobretudo nas últimas páginas que até dei por mim a ler mais depressa só para saber como iria terminar.
Avaliação The Choice: ★★★★★
«Passei por cima das velas, deixei o uniforme no balcão e empurrei a porta. A claridade daquele dia primaveril desorientou-me, o que acontece sempre quando se sai do cinema. De volta à realidade. Onde as falas não são as do guião, onde os motivos das personagens nem sempre fazem sentido, onde a luz nem sempre é perfeita, onde tens de aprender a lidar com os dias chatos e não podes simplesmente eliminá-los quando editares o filme, onde os casais nem sempre ficam juntos, onde a chuva deixa o teu cabelo todo frisado, onde o amor é, por vezes, complicado e aborrecido e doloroso e cinzento e está sempre a mudar e é preciso fazer cedências e não é perfeito e não há almas gémeas e beijos à chuva e a certeza de que vão ser felizes para sempre.
O amor é tudo isto.
Cada relação é uma mistura destes dois mundos.
Só não os vês em simultâneo nos filmes românticos.»
«Dois anos após os acontecimentos em Nova York (The Avengers), Steve Rogers continua o seu dedicado trabalho com a agência S.H.I.E.L.D. e também segue tentando se acostumar com o facto de que foi descongelado e acordou décadas depois. Em parceria com Natasha Romanoff, também conhecida como Viúva Negra, ele é obrigado a enfrentar um poderoso e misterioso inimigo chamado Soldado Invernal, que visita Washington e abala o dia a dia da S.H.I.E.L.D., ainda liderada por Nick Fury.»
Do universo Marvel, o Captain America sempre foi e sempre será o meu super-herói preferido. E não é só pela beleza extrema do Chris Evans
, mas também pela história e pelo seu super-poder. Depois de ter apanhado uma seca e uma desilusão tremenda com o Thor:The Dark World, ver este filme foi uma lufada de ar fresco. Vi-o num instante (ao contrário do filme anterior do Thor) e acho que ainda gostei mais do que da primeira vez que o vi, visto que agora ando a ver todos os filmes da Marvel por ordem o que me ajuda a perceber melhor a ligação entre personagens/super-heróis.

Neste filme, temos uma nova percepção sobre o Capitão América e a SHIELD. Sem dúvida que nem sempre tudo é o que parece e isso traduziu-se em 2h de fuga,porrada, tiros,explosões, (supostas) mortes...deu para tudo!! Não faço ideia de como fazem todos estes efeitos visuais mas sem dúvida que acabo sempre surpreendida.
Apesar de dispensar apresentações, quem ainda não viu, recomendo que veja!
🤩Avaliação The Choice: ★★★★★
Na sequência de "Thor" e "Os Vingadores" da Marvel, Thor luta para restabelecer a ordem em todo o cosmos, mas uma antiga raça liderada pelo vingativo Malekith regressa para mergulhar o universo nas trevas. Perante um inimigo que nem Odin nem Asgard conseguem vencer, Thor embarca na mais pessoal e perigosa aventura que alguma vez enfrentou, que o levará a reunir-se com Jane Foster e irá forçá-lo a sacrificar tudo para nos salvar.»
Como seria de esperar, depois de ter adorado o primeiro filme do Thor, estava com as expectativas altíssimas para este. O problema é que foi uma completa desilusão. Foi tão aborrecido que um filme de 2h durou-me uma semana inteira! Vi-o aos bocadinhos, sem qualquer ânimo. Acho que este é um daqueles filmes a que podemos chamar de fracasso. Podiam ter feito muito melhor, sei que sim. A nível de efeitos está muito bom etc, mas a história em si, deixou muito a desejar.
Avaliação The Choice: ★★☆☆☆
Resgatei a rubrica de entrevistas a autores portugueses e nada melhor que entrevistar o Filipe Santos, que publicou recentemente o livro "Lago". Já se tornou um enorme sucesso, que eu li e adorei! A review encontra-se disponível no post anterior. 😊
Vamos conhecê-lo um pouco melhor?
Olá Filipe! Antes de mais, obrigada por teres aceite o meu convite para esta entrevista.
Para quem não te conhece, quem é o Filipe?
O Filipe é sonhador, vive nos seus próprios mundos. É feliz com poucas coisas e adora escrever, ler e viver entre a caneta e o pincel. Ama rir, adora o silêncio, combina com todas as cores e vive apenas para se fazer feliz.
Descreve-te numa só palavra.
Tenacidade
Como surgiu essa veia de escritor?
A veia acho que sempre esteve comigo. Eu antes de saber ler, e escrever, já criava as minhas histórias, nos meus mundos de brincadeiras com legos e brindes dos ovos de Kinder. Criava histórias, roteiros, aventuras. Aprender o dom da letra só me deu as ferramentas para moldar essas histórias, essas vivências no papel. Por isso acho que sempre esteve cá essa veia, talvez que lateja como uma artéria.
Quem te inspira na escrita e na tua vida?
Eu sou muito virado para leitura clássica. Sou fã gigante de Luís de Camões, é algo que me fascina desde miúdo, adoro o misticismo de Fernando Pessoa e também a poesia de Antero Quental, mas com o tempo tenho conhecido escritores que ficaram no meu código genético como Isabel Allende, adoro como envolve o leitor. Descobri há pouco tempo Madeline Miller e os seus romances mitológicos, ao qual fiquei rendido. Tenho também uma grande paixão por Italo Calvino e a poetisa Rupi Kaur. No âmbito nacional ando a descobrir novos nomes como Filipe Bacelo, João Tordo, entre outros, que tenho vindo a descobrir e a admirar. No momento estou a ler “A Magia mais Escura”, de V.E. Schwab, e estou a amar.
Eu li o teu livro, dizer que adorei e que fiquei fascinada a cada página, é pouco…o que está por trás do “Lago”?
A história, pessoalmente, foi uma conquista, pois desde novo que tento escrever algo até ao fim e só com “Lago” é que consegui atingir esse objectivo, atravessar essa barreira, diria mesmo derrubar. Nasceu numa viagem de férias na Escócia, sei que nasceu do nada, num devaneio, e lá está naquele ambiente etérico daquele país, que me envolveu e foi me fazendo brotar ideias. Soube logo que queria que a história tratasse um romance impossível, algo fora deste mundo, queria que as personagens principais fossem especiais. E queria que o lago fosse o meio, a razão da obra. O nascimento, na minha mente, foi tão natural que acabou por ser quase uma escrita intuitiva, obviamente levou algum tempo a acabar a obra, mas foi uma trama que se construiu facilmente, com a bagagem que trouxe dessa viagem.
Foi difícil o processo de escrita até à publicação?
O processo de escrita não foi difícil, teve que ser disciplinado, pois eu acabava por procrastinar por vezes, e acabei por adoptar alguns hábitos para me concentrar na escrita e fazer mexer o cérebro, como foi o caso da técnica do chá. Bebia sempre chá quando escrevia e isso ajudava-me bastante a educar a vontade, e a mente, para escrever e ser mais fácil me orientar.
Nessas redes sociais podem me seguir, e também ao meu trabalho, que vou tentando sempre atualizar conforme vou conseguindo, e conforme vai aparecendo conteúdo que ache pertinente, claro. Tentar pelo menos.
Vamos conhecê-lo um pouco melhor?
Olá Filipe! Antes de mais, obrigada por teres aceite o meu convite para esta entrevista.
Para quem não te conhece, quem é o Filipe?
O Filipe é sonhador, vive nos seus próprios mundos. É feliz com poucas coisas e adora escrever, ler e viver entre a caneta e o pincel. Ama rir, adora o silêncio, combina com todas as cores e vive apenas para se fazer feliz.
Descreve-te numa só palavra.
Tenacidade
Como surgiu essa veia de escritor?
A veia acho que sempre esteve comigo. Eu antes de saber ler, e escrever, já criava as minhas histórias, nos meus mundos de brincadeiras com legos e brindes dos ovos de Kinder. Criava histórias, roteiros, aventuras. Aprender o dom da letra só me deu as ferramentas para moldar essas histórias, essas vivências no papel. Por isso acho que sempre esteve cá essa veia, talvez que lateja como uma artéria.
Quem te inspira na escrita e na tua vida?
Eu sou muito virado para leitura clássica. Sou fã gigante de Luís de Camões, é algo que me fascina desde miúdo, adoro o misticismo de Fernando Pessoa e também a poesia de Antero Quental, mas com o tempo tenho conhecido escritores que ficaram no meu código genético como Isabel Allende, adoro como envolve o leitor. Descobri há pouco tempo Madeline Miller e os seus romances mitológicos, ao qual fiquei rendido. Tenho também uma grande paixão por Italo Calvino e a poetisa Rupi Kaur. No âmbito nacional ando a descobrir novos nomes como Filipe Bacelo, João Tordo, entre outros, que tenho vindo a descobrir e a admirar. No momento estou a ler “A Magia mais Escura”, de V.E. Schwab, e estou a amar.
Eu li o teu livro, dizer que adorei e que fiquei fascinada a cada página, é pouco…o que está por trás do “Lago”?
A história, pessoalmente, foi uma conquista, pois desde novo que tento escrever algo até ao fim e só com “Lago” é que consegui atingir esse objectivo, atravessar essa barreira, diria mesmo derrubar. Nasceu numa viagem de férias na Escócia, sei que nasceu do nada, num devaneio, e lá está naquele ambiente etérico daquele país, que me envolveu e foi me fazendo brotar ideias. Soube logo que queria que a história tratasse um romance impossível, algo fora deste mundo, queria que as personagens principais fossem especiais. E queria que o lago fosse o meio, a razão da obra. O nascimento, na minha mente, foi tão natural que acabou por ser quase uma escrita intuitiva, obviamente levou algum tempo a acabar a obra, mas foi uma trama que se construiu facilmente, com a bagagem que trouxe dessa viagem.
Foi difícil o processo de escrita até à publicação?
O processo de escrita não foi difícil, teve que ser disciplinado, pois eu acabava por procrastinar por vezes, e acabei por adoptar alguns hábitos para me concentrar na escrita e fazer mexer o cérebro, como foi o caso da técnica do chá. Bebia sempre chá quando escrevia e isso ajudava-me bastante a educar a vontade, e a mente, para escrever e ser mais fácil me orientar.
Mas no geral eu até acho que foi um processo “rápido” e suave, sem grandes
bloqueios nem nada do género, a história parecia ser tão natural, tão real,
para mim, que eu apenas deixei-a fluir, sair da minha mente. Foi mais um
processo, quase, de relaxamento, de terapia, talvez.
Qual a tua reação quando
o teu livro foi aceite para publicação?
Lembro-me que li o mail da editora, num jantar de trabalho, e acho que nunca
fiz tanto barulho. Foi uma festa enorme, apenas dentro de mim, pois tentei
guardar segredo até à publicação, ou perto dela. O que foi causa de grande
choque de muitas pessoas que me conheciam. Acho que ninguém esperava que
tivesse esta “capacidade”, ou tivessem à espera que fizesse algo diferente, do
que escrever um livro.
Como é ser escritor em Portugal?
Vou ser sincero. Não é um caminho fácil. A cultura, em
especial a escrita, é um caminho que se faz por amor em Portugal, pois que o é
sabe perfeitamente que não é fácil em termos de gastos, e frutos, que não temos
um reconhecimento como outras áreas têm, e isso torna-se um pequeno incomodo
porque sabemos que devíamos ter mais destaque, mais relevo. Não só a nível de
média, e meios de publicitar, e alavancar, os escritores, como também as
próprias editoras (não todas são assim), deviam olhar melhor para os originais
e arriscar em nós. Existem grandes escritores em Portugal, escondidos numa
sombra do desconhecido, que acaba por se tornar injusto.
Há outros livros escritos por ti ou já tens novo projeto em
mente?
Eu participei em duas coletâneas este ano, a primeira foi o
“Livro Aberto”, um projecto da Radio Voz de Alenquer, que me convidou a
escrever dois poemas, “Quis Assim” e “Fervor”, ao qual adorei participar. E
mais tarde participei na coletânea “À Volta da Fogueira”, da editora Emporium,
um projecto para ajudar os profissionais de saúde, na linha da frente de
combate contra o Covid-19, onde participei com um conto, “Saudade”, ao qual
testei outro género de escrita, e foi outra experiência incrível.
Actualmente já tenho um original pronto, e espero conseguir editá-lo no próximo ano, quem sabe. E também já estou a trabalhar em mais um projecto para o futuro, mas este estou a ir com calma. Mas com muitas ideias a fluir, sempre.
Actualmente já tenho um original pronto, e espero conseguir editá-lo no próximo ano, quem sabe. E também já estou a trabalhar em mais um projecto para o futuro, mas este estou a ir com calma. Mas com muitas ideias a fluir, sempre.
Se pudesses voltar atrás,
mudavas algo? Falo em termos de enredo, paginação, capa ou até mesmo na escolha
de editora.
Não mudava nada. Não sou do tipo de pessoa que se arrependa
do quer que seja, eu acredito que tudo acontece por uma razão e se o presente é
assim é porque tinha que ser, e não mudaria. Há de facto alguns pormenores
acerca da variante gráfica que mudaria, ou insistiria mais no passado, pois sei
que talvez ajudasse mais a obra, mas mesmo assim acho que está bom como está.
O meu primeiro filho está perfeito.
O meu primeiro filho está perfeito.
O que esperas do resto deste ano atípico de 2020? Muitos
projetos em mente?
Eu adorava que este ano não tivesse sido assim, para
começar. Eu adorava, não digo este ano, mas que ainda conseguisse divulgar mais
“Lago”, quem sabe apresentações, e presenças, com esta obra, antes de lançar
outra, mas só o futuro o dirá. Quanto a projectos, vou continuar a escrever
estes projectos que tenho em mãos, tenho algumas ideias e estou a plantar e a
ver aquela que floresce mais rápido, e mais bonita, para futuramente lançar.
Que gostavas de dizer a quem nos está a ler?
Que nunca desistam da literatura nacional, nunca. Temos
grandes nomes, não falo de mim, pois não sinto que seja esse o caso. Sou apenas
um escritor, e sei que existem muitos outros grandes nomes, grandes escritores.
Que se lembrem sempre do valor da palavra escrita e da sua capacidade de nos
conseguir transportar para mundos, que de certo muitos outros meios não o
conseguem fazer. E para aqueles que estão a começar a escrever e tem receio, ou
se sentem inseguros, que nunca se sintam tolos, inseguros ou o quer que seja.
Lutem pelos vossos objectivos e amem o vosso trabalho mais do que qualquer
pessoa, pois o nosso país está carente de palavras, de histórias bonitas, de
pessoas com talentos.
Em que redes sociais te podemos encontrar?
Facebook e InstagramNessas redes sociais podem me seguir, e também ao meu trabalho, que vou tentando sempre atualizar conforme vou conseguindo, e conforme vai aparecendo conteúdo que ache pertinente, claro. Tentar pelo menos.
| Foto da minha autoria |
«Um imenso lago azul, especial e mágico, guardião dos mistérios que envolvem o destino de fascinantes personagens, é o cenário central de uma intrigante narrativa, plena de imaginação, fantasia e romance.
Em histórias que veladamente se adivinha repetirem-se, o leitor é envolvido num enredo inteligente e estimulante, revelando, Filipe Santos um talento especial para construir um universo fantástico, uma atmosfera sugestiva, gerar suspense e expectativa para, finalmente, criar um desfecho inesperado.»
Terminei de ler "Lago" do jovem autor Filipe Santos e a minha reação foi "Uau!!"😨
Confesso que nem sei bem como começar esta review, acho que irei demorar um bom tempo a assimilar tudo o que li. "Lago" é um daqueles livros que ao início podemos ter alguma dificuldade em entrar na história, mas a partir do segundo capítulo já não queremos largar o livro até o terminar.
Tem uma história fascinante envolvida em amor, mistério e também algo de mítico e de fantasia.
A criatividade do Filipe ao escrever esta história foi incrível, a sério, nem sei como ele se lembrou de criar algo assim. Não quero desvendar muito nem entrar em spoilers, mas devo dizer que as personagens principais não têm nome. É verdade! Inicialmente pouco reparei mas já quase a meio do livro voltei ao início porque senti que me tinha dado uma branca e me tinha esquecido do nome deles, afinal, os nomes nunca foram revelados. Na verdade, a história não tem tempo nem espaço específico e o que vocês agora podem achar estranho eu desminto isso com todas as letras!
"Lago" vale muito a pena. É uma história incomum, pelo menos nunca li nada parecido, e vão gostar de certeza. Aposto que irão ficar tão fascinados pela beleza do lago quanto as personagens principais. 😅 Mais uma vez, o que é português é (muito) bom!
Avaliação The Choice: ★★★★★
Avaliação The Choice: ★★★★★
Descobri este filme na netflix por acaso, e assim que percebi que tinha praia e surf, é claro que vi!
Não tinha expetativas já que nem sequer conhecia a história. Mas confesso que me surpreendeu imenso e adorei...mesmo muito!
Essencialmente, conta a história de Cora, uma rapariga adolescente que desde muito pequena foi empurrada pela mãe para ser modelo, quando ela nem queria isso tão pouco. Com o tempo, talvez tenha começado a gostar de ser modelo, ou talvez tenha sido apenas ilusão para agradar à mãe, a verdade é que quando recebe um postal de aniversário da tia que vive na Austrália, decide fugir para umas férias longe da pressão da mãe e da vergonha que passou por um simples e estúpido vídeo em que se esbardalhou em público.
Com o decorrer do filme, podemos ver a transformação de Cora que passa de menina mimada de Nova Iorque a alguém que adora a Austrália ao ponto de ficar indecisa quando a mãe lhe diz que tem de voltar para Nova Iorque por causa de um novo contrato como modelo.
No fim de contas, o que Cora gostava na moda era a criação, o design, não os desfiles e as poses.
O final foi sem dúvida surpreendente e doce, ao mesmo tempo que nos mostra a tia Margot a lutar para superar a morte do marido que faleceu no ano anterior.
Sem dúvida que as pessoas quando se afastam do que as deixa infelizes se reinventam e se descobrem como nunca.
Avaliação The Choice: ★★★★★
«Numa cidade onde as pessoas com superpoderes são marginalizadas, um jovem pondera colocar as suas habilidades a soldo para conseguir salvar a sua mãe doente.»
Primeiro que tudo, devo dizer que a primeira e talvez única razão que me levou a ver Code 8 foi poder matar saudades do meu fofuxo Green Arrow (Stephen Amell).
O filme está interessante e com um bom enredo, mas mesmo assim faltou ali um bocadito de qualquer coisa. De qualquer modo, recomendo até porque tanto o Stephen como o Robbie Amell são lindos (será de família?) e sempre dá para nos entreter-mos a lavar a vista ehehe. 😁
Falando a sério; vejam, vão gostar.
Avaliação The Choice: ★★★★☆
Esta última semana foi de loucos, nem sei como a aguentei, mas é melhor não deitar foguetes antes da festa que ainda falta sobreviver ao resto do dia de hoje e ao de amanhã.
Acho que o que me manteve as pilhas minimamente carregadas durante esta semana foram as minhas noites de sono com horas decentes e aquelas poucas páginas que li todas as noites antes de dormir. O cansaço é tanto que nem consigo ler mais do que um capítulo por dia.
Ando com imensas coisas em mãos o que me leva a andar meio ausente aqui pelo blog, mas assim que possível colocarei os post's em dia...quando colocar também a minha vida em dia. 😅
Por aí, como vai essa semana?
«Porque damos tanto? Porque recebemos tão pouco quando damos tanto? Porque nos desgastamos em relações tóxicas? O que falta? O que não estamos a ver? Serão as relações amorosas um género de jogo com regras? Como melhorar as nossas relações amorosas? Será que temos de começar primeiro por nós? Voar depois de Cair é muito mais do que um simples livro de desenvolvimento pessoal, trata-se de um livro de superação na primeira pessoa! Vai colocar à prova toda a tua visão, os teus pensamentos, crenças e ideias! Vai dar-te a conhecer o outro lado da história e fazer perceber porque afinal tudo tem dado errado nas tuas relações. Cansada do padrão repetitivo dos seus relacionamentos - dar demais, receber de menos; atirar-se de cabeça e parti-la sempre; fazer do amor a única prioridade; encolher o peito para caber noutro e apaixonar-se perdidamente pela pessoa «errada» -, a autora iniciou um caminho de descoberta sobre a saída do labirinto em que se encontrava fazia muito tempo.
As linhas de Voar depois de Cair percorrem de forma prática todo esse processo, incluindo mais de duas centenas de textos inspiradores escritos no decorrer desse caminho. Se queremos mudar algo fora, é imprescindível começar por mudar algo dentro. E, inevitavelmente, alguma coisa vai mudar. Porque tu vais finalmente mudar! Eu sei que sentes que a vida é sempre a perder.
Mas não será que é preciso perder para ganhar?
Eu sei que sentes que, por mais que faças, há sempre algo que falha.
Mas não será que sempre que falhas, falhas melhor?
Eu sei que sentes que, por mais que dês aos outros, acabas sempre por ser tu a cair.
Mas será que não há quedas que te fazem voar?
Na verdade, não se trata das vezes que cais, quando cais, e se cais.
Trata-se da raça com que te levantas.
Não é o quanto apanhas da vida.
É a coragem majestosa de, mesmo ferida, agarrares em ti, curares cada dor, renovares-te, e voltares ao combate! Mais forte!
Sim, este livro é para ti.
Sim, tu mesmo que estás a ler isto.
Nada acontece por acaso, sabes?
Este livro chamou-te porque tu tens algo muito importante dentro de ti: chama-se coragem.
Estás pronta para a descobrir?
Então respira fundo… abre as tuas asas… e começa a voar»
Primeiro que tudo, deixem-me reformular aquela frase "O que é nacional é bom" para "O que é nacional é MUITO bom!"
Descobri este livro através do instagram, tinha acabado de ser publicado, vi aquela capa com um farol e apaixonei-me à primeira vista. Sabem que prefiro livros com história corrida em vez de textos soltos, mas tal como escrito na sinopse, acho que foi o livro que me chamou e não hesitei em contactar a Isabel, a quem agradeço muito por me ter cedido um exemplar para poder escrever esta review.
Sem dúvida que é um livro que nos força a abrandar o nosso ritmo e refletir na nossa vida, nas nossas relações e em todas as situações no geral. Dei por mim a devorar página atrás de página e seria difícil escolher apenas um texto com que me identificasse.
Sem qualquer margem para dúvida que a Isabel sabe o que escreve e acima de tudo, faz com que nos revejamos nas suas linhas quer queiramos quer não.
Gostei tanto do livro que dei por mim a dar conselhos a outras pessoas tendo por base o que tinha lido. Recomendo muito que todas as pessoas o leiam, vão gostar! E além disso, quem é que resiste a uma capa assim? 🤩 Já para não falar da linda paginação. Que excelente trabalho.
Avaliação The Choice: ★★★★★
«Na véspera de Natal, uma tempestade de neve atinge as amizades, os relacionamentos e o futuro dos finalistas do liceu de uma pequena cidade.»
Há muitooooos anos atrás li o livro escrito por John Green e mais duas pessoas cujo nome não me lembro...até gostei bastante, por isso, apesar de o filme ter saído em 2019 e só ter descoberto agora, confesso que estava empolgada e esperava um bocadinho mais.
Também já não me lembro exatamente da história que deu origem ao filme, mas fiquei com a sensação que faltou ali qualquer coisa. Mesmo assim, deu para rir e viu-se bem.
Recomendo!
Avaliação The Choice: ★★★★☆
«Um príncipe das arábias decide visitar a Falcoaria Real de Salvaterra de Magos, arte que sobremaneira ele aprecia, e decide fazer um concurso com falcões cujo prémio é uma joia valiosíssima.
Os ladrões decidem roubar a jóia, mas, como se encontra muito bem guardada, não a conseguem roubar. A alternativa é raptar o filho do príncipe e pedir um resgate.
Vamos ver como atuam os nossos heróis para resolver mais este crime.»
E foi assim que terminei de ler toda a saga de "Uma Aventura"!
São 62 livros desde 1980 e troca o passo e por mim, podem continuar a sair novas aventuras que irei sempre ler.
Desta vez, o local escolhido foi a zona de Salvaterra de Magos e o Escaroupim, que já ouvi muito falar e não fica muito longe da minha terra, mas que ainda não tive oportunidade de visitar.
Enquanto nos levam numa correria numa nova aventura, as autoras dão-nos a conhecer locais e símbolos históricos daquela zona que em tempos foi tão importante para os reis e rainhas.
Eu adoro história e acho que essa é uma das razões pelas quais continuo a adorar acompanhar este grupo de jovens; pois a cada aventura que leio, descubro algo novo sobre vários locais do país (e no estrangeiro), algumas delas que nem fazia ideia sequer.
Obrigada às autoras por me continuarem a enriquecer historicamente e à Leya por me ter disponibilizado alguns dos livros que me faltava ler.
Avaliação The Choice: ★★★★☆

Porque no meio do caos, existe flores a brotar.
Foi o que ficou marcado pelo regresso ao trabalho presencial, ainda que por turnos. Aproveitei as curtas tréguas do covid para dar um pulo a Tomar e a Santarém, sempre com os devidos cuidados.
Comecei a pintar o meu apartamento e fui a banhos na piscina dos meus pais. Ainda dei por mim a voltar a tocar guitarra após 3 anos em que só lhe mexia para lhe limpar o pó!
Junho teve os seus altos e baixos, mais altos do que baixos, felizmente. Se bem que mesmo na reta final do mês colapsei. O saco encheu demais num acumular de situações de há meses. Felizmente, não sei bem como, dei a volta por cima e terminei o mês com boas notícias.
Li 7 livros; "Uma Aventura no Bosque", "Uma Aventura no Carnaval", "Uma Aventura na Televisão", "Uma Aventura Secreta", "Uma Aventura em França", "Uma Aventura no Sítio Errado" e "Uma Aventura no Castelo dos 3 Tesouros". Para Julho tenho o último de "Uma Aventura" para ler assim como outros livros de autores portugueses que tenho vindo a receber através do blog. Não vi filmes este mês, dedicando-me a terminar algumas séries pendentes e a pôr em dia outras tantas.
Num mês que costuma ser longo para mim, talvez por ser aquele que divide o ano, não posso esquecer uma situação que me marcará para sempre pela positiva e que me deixará sempre de sorriso no rosto ao lembrar. Porque no meio do caos, existe flores a brotar e é o amor (próprio e ao próximo) e a esperança que nos fazem crer em tempos vindouros melhores e felizes.
Junho foi isto, meio estranho, como tem sido os últimos meses, mas encheu-me o coração.
Como foi o vosso mês?
Estes últimos dias foram um caos pegado.
Foi um acumular de situações de há meses, o trabalho (ou a falta dele), o impacto que o vírus teve desde o início, o stress, a pressão, entre outras situações... resultou num colapso de me levar à cama a chorar uma tarde inteira ao ponto de hiperventilar. Não comi nada durante horas, só conseguia ouvir os meus pensamentos num turbilhão e as lágrimas a caírem acompanhadas de soluços violentos como se me tivesse morrido alguém querido.
Já ao final do dia, tive de me contrariar e mesmo com uma enxaqueca nervosa terrível peguei no ferro e comecei a engomar o montão de roupa que tinha em espera. Na minha cabeça ouvia a música "Andra Tutto Bene" que todos os dias ouço na rádio a caminho do escritório. Acabei por ligar o tablet na RFM e qual foi a primeira frase que li? Andra Tutto Bene, que tinha acabado de passar na rádio. Estava eu a pensar na música e quando ligo o tablet, tinha ela acabado de passar.
Senti que era um sinal de que tudo realmente irá ficar bem e no dia seguinte acordei mais esperançosa e determinada. 💖
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