2018 mais pareceu uma balança! Acontecia algo bom, algo mau vinha logo atrelado. Mesmo assim, posso dizer que foi um ano em cheio, tal como eu pressentia, embora estivesse muito longe de imaginar tudo o que iria acontecer durante estes últimos 12 meses.
Foi um ano de descobertas, algumas viagens, novas experiências, amizades antigas recuperadas, muitas leituras, muito amor, muitas brigas, muita luta... No final de contas, 2018 foi tudo o que eu podia desejar. Deu-me tanto, ensinou-me tanta coisa e agora despeço-me dele com as lágrimas nos olhos, de braços abertos e sorriso no rosto pronta para receber o novo ano.
Estou empolgada com algumas ideias/objectivos que quero levar adianta neste novo ano. O resto? Logo se vê. Tal como aconteceu este ano, não farei uma lista de desejos a cumprir nos próximos 12 meses, vou deixar-me ir ao sabor do vento. Vou deixar que a vida me surpreenda conforme for acontecendo.
Resta-me desejar-vos um ótimo ano de 2019 cheio de alegrias, sorrisos, saúde, e tudo aquilo que vocês mais gostam de desejam. Desejo-vos a todos o melhor do Mundo. Até para o ano, malta!😍💕

Este ano vi 31 filmes, ando mais numa maré de séries, sobretudo porque tenho temporadas de 2017 ainda por ver e nunca mais consigo deixar tudo em dia. Não sei como raio o ano passado deixei acumular tanta coisa, meu Deus!
Uma plataforma que já conhecia mas só recentemente comecei a utilizar foi o PopCorn, conhecem? Usava o Stremio que é basicamente a mesma coisa mas começou a dar-me problemas e decidi virar-me para o PopCorn.
Dos filmes que viram este ano, qual mais gostaram? Eu não me consigo decidir.
Em casa dos meus pais nunca tivemos o hábito de reciclar, sobretudo por vivermos numa quinta onde nada se passa e apenas existir um contentor do lixo daqueles verdes horrorosos. Ecopontos só na cidade! Desde que comprei casa que adquiri o hábito de reciclar já que tenho os ecopontos praticamente à porta.
Verdade seja dita, já por duas vezes enchemos o ecoponto do papel com as embalagens de cartão das mudanças etc. Digo, cheio mesmo. Até não caber mais nada de nada lá dentro, nem um palito. OK, estou a exagerar.
Pronto, aqui estou eu toda feliz por, de alguma forma, estar a contribuir para ajudar o nosso planeta'zinho que tão mal tratado anda a ser.
E vocês, costumam reciclar?

Chegou ao fim mais um ano e com ele mais uma maratona de livros. Nunca mais me esqueço do ano que li 51 livros e nunca percebi como consegui, nem nunca mais consegui repetir a proeza!
Mesmo assim, li 33 livros em 2018. Descobri que, para além dos romances, adoro policiais e histórias baseadas em factos reais que incluem espíritos etc.
E vocês? Leram muito este ano? Que mais gostam de ler? 😁
«Tony Stark é um industrial bilionário, que também é um brilhante inventor. Ao ser sequestrado ele é obrigado por terroristas a construir uma arma devastadora mas, ao invés disto, constrói uma armadura de alta tecnologia que permite que fuja de seu cativeiro. A partir de então ele passa a usá-la para combater o crime, sob o alter-ego do Homem de Ferro.»
Admito, nunca tinha visto um filme do Homem de Ferro do início ao fim, nunca me chamou a atenção e o Capitão América sempre foi o meu preferido. Continua a sê-lo mas devo dizer que, sem dúvida, esta estreia do Homem de Ferro está muito boa mesmo! Adorei o filme.
Avaliação The Choice: ★★★★☆
Tal como esperava, este ano não senti aquela magia do Natal, foi mais como um dia normal, não sei bem porquê.
Mesmo assim recebi algumas prendinhas. Um forno e uma máquina de lavar roupa para a casa nova. Umas pantufas. Um perfume. Uma Caneca e muitos (muitos mesmo) bombons!
Agora, venha a Passagem de Ano!
E vocês? O que receberam? 😁
«2ª Guerra Mundial. Steve Rogers é um jovem que aceitou ser voluntário numa série de experiências que visam criar o super soldado americano. Os militares conseguem transformá-lo numa arma humana, mas logo percebem que o super soldado é valioso demais para pôr em risco na luta contra os nazistas. Desta forma, Rogers é usado como uma celebridade do exército, marcando presença em paradas realizadas pela Europa no intuito de levantar a estima dos combatentes. Para isso, passa a usar uma vestimenta com as cores da bandeira dos Estados Unidos, azul, branca e vermelha. Só que um plano nazista faz com que Rogers entre em ação e assuma a alcunha de Capitão América, usando os seus dons para combater em plenas trincheiras da guerra.»
Comecei assim a maratona de filmes da Marvel. Ao longo dos anos vi alguns, não todos, e decidi rever tudo mas por ordem histórica e não de lançamento dos filmes. OK, sei que sou doida, não precisam dizê-lo. 😁
De todos os filmes da Marvel, Capitão América sempre foi o meu preferido, sabe-se lá porquê, não é meninas? 🙈
Avaliação The Choice: ★★★★☆
Não sei como é possível já ser Natal outra vez! 2018 está a terminar e sinto que nem dei pelo ano passar sequer. Como assim?
Resta-me apenas desejar-vos um excelente Natal cheio de coisinhas boas junto das pessoas que vocês mais gostam. Sejam muito felizes, sim? E comam! Tal como dizia uma imagem que vi no Facebook, o lado positivo é que nesta altura engordamos todos ao mesmo tempo, não se preocupem com isso. 😁
Feliz Natal, criaturas! Beijinhos e abraços apertadinhos. Obrigada por continuarem desse lado.
Resta-me apenas desejar-vos um excelente Natal cheio de coisinhas boas junto das pessoas que vocês mais gostam. Sejam muito felizes, sim? E comam! Tal como dizia uma imagem que vi no Facebook, o lado positivo é que nesta altura engordamos todos ao mesmo tempo, não se preocupem com isso. 😁
Feliz Natal, criaturas! Beijinhos e abraços apertadinhos. Obrigada por continuarem desse lado.
O Inspetor Adam Fowley está a tentar manter o espírito aberto, mas ele sabe que nove em dez vezes, o responsável é alguém que a vítima conhece muito bem.
Alguém está a mentir. E o tempo está a esgotar-se.»
Descobri recentemente a minha paixão por policiais e para mês, através da parceria que mantenho com a porto editora, escolhi o "Perto de Casa". A capa fascinou-me e posso dizer que este foi sem dúvida o melhor livro que li este ano. Não estava nada, mesmo nada, à espera do final.
É um livro viciante que não vão querer parar de ler.
Fiquei tipo "Uau!" Sem dúvida que irei ler os próximos livros da autora. Fiquei fã!
Recomendo, sem dúvida!
«Uma declaração de amor aos clássicos sobrenaturais dos anos 80, Stranger Things é a história de um menino que desaparece sem deixar vestígios. Ao procurar por respostas, a família, os amigos e a polícia gradualmente mergulham num mistério envolvendo experimentos ultrassecretos do governo, forças sobrenaturais e uma estranha jovem.»
Mal vi o primeiro episódio já estava a desejar ter tempo para devorar a série toda num dia! Estou tão curiosa para saber o que raio anda a acontecer na série, tanto mistério...e alguns sustos também.
Alguém vê? Contem-me tudo!
Mal vi o primeiro episódio já estava a desejar ter tempo para devorar a série toda num dia! Estou tão curiosa para saber o que raio anda a acontecer na série, tanto mistério...e alguns sustos também.
Alguém vê? Contem-me tudo!
Isto de mudar de casa tem muito que se diga. Nunca mais acaba! Quanto mais acho que já falta pouca coisa aparece-me coisas sabe-se lá de onde!
Agora que montei as estantes na casa nova, não resisti a ensacar já o meu montão de livros. E sabem que mais? Achei o meu mealheiro no meio dos livros. Pena que só tinha moedas pequeninas. Tristeza. Deu para pagar o lanche de hoje e vá lá, vá lá!
«Inglaterra, 1960. Quando Jennifer Stirling, uma mulher de vinte e sete anos, acorda no hospital, após um trágico acidente de automóvel, não tem qualquer lembrança da sua vida passada. Não reconhece o marido, não recorda a sua própria casa e tão-pouco se identifica com a vida que lhe dizem ser a sua. Quando encontra uma carta apaixonada, escrita por um homem que assina apenas «B» e que lhe pede para abandonar o marido, irá a todo o custo tentar descobrir a identidade desse homem, enquanto enfrenta os preconceitos sociais estabelecidos.
Anos volvidos, em 2003, uma outra mulher, Ellie, descobre nos arquivos poeirentos do jornal onde trabalha a mesma carta enigmática. Fica de imediato obcecada pela história, que lhe permitirá escrever um artigo que relance a sua carreira e talvez até a ajude a lidar com a sua própria vida amorosa. Afinal, se aquela história tiver tido um final feliz, quem lhe garantirá que o homem com quem se envolveu não acabe também por deixar a mulher?
Uma história de amor apaixonante e arrebatadora, com um final absolutamente inesperado.»
Adoro romances. Melhor, adoro romances que têm um final feliz.
Quando comecei a ler este livro, não dava nada por ele. Era meio chato, não me prendia de forma nenhuma até que...surpresa! Dei por mim a querer ler tudo muito rápido para saber que raio viria depois. Até que, quando estava quase a terminar, mais uma surpresa e a história deu uma reviravolta que eu não estava nada, mesmo nada à espera. Até disse em voz alta "O quê? Não! Não pode ser!!" e pronto, fui obrigada a só descansar quando o acabasse. No final? Adorei esta história de amor que tudo tinha para ser impossível até acontecer. E sabem? Há mesmo amores que nunca morrem.
Avaliação The Choice: ★★★★☆
Olá criaturas, tudo bem?
Este post é para vocês; quem aqui já leu o meu livro "Tudo o que Sempre Quis"? Que acharam? Deixem as vossas opiniões/críticas. 😊
Bom dia!
Preciso da vossa ajuda; conhecem alguém que faça booktrailers com um preço em conta? Fico à espera das vossas sugestões. Obrigada! 💗
Como consta na minha biografia "Aos 14 anos de idade descobriu que a leitura lhe proporcionava um escape para uma dimensão diferente, fazendo-a esquecer o que a rodeava. Fã incondicional de Nicholas Sparks, depressa decidiu que queria contar histórias. Queria escrever livros."
Dez anos depois aqui estou eu, com um sonho realizado, muitos outros objectivos por alcançar e grata por tudo o que a vida me deu.
Muitos já leram os capítulos que fui colocando aqui no blog há cerca de 2 anos,ou até mesmo no wattpad, outros desconhecem completamente a história... seja como for, espero que fiquem curiosos o suficiente para o comprar é claro. 😁🙈 Aproveitem agora a promoção de Natal! 🎄🎅
Sinopse:
«Salvador. Lucas. Helena. Sara e Martim.
Cinco jovens que se perderam algures na estrada da vida. Todos eles têm assuntos pendentes, cicatrizes e fantasmas que insistem em persegui-los onde quer que vão. Até mesmo quando, um por um, por um motivo ou por outro, se refugiam numa pequena Vila à beira-mar sem saberem até que ponto os seus destinos estão traçados.
Uma história de amor, de amizade, de dor, perdão e segundas oportunidades. Mas acima de tudo, lealdade.
Ninguém é forte o suficiente ao ponto que não precise de outro alguém.»
«Ambientada no maior escritório do FBI em Nova York, a série explora o trabalho de uma equipa de agentes altamente qualificados na luta contra o terrorismo, o crime organizado e muito mais.Os agentes especiais Maggie Bell e Omar Adom "OA" Zidan formam uma parceria quando OA se junta à Agência depois de dois anos de trabalho secreto com o DEA. Juntos, eles trabalham com o agente especial adjunto do FBI Jubal Valentine e a analista Kristen Chazal, para investigar casos de enorme magnitude.»
Apesar de ter começado recentemente a ver a série, posso dizer que já estou viciada! Adoro!
Alguém vê? O que acham?
Acho que estou no meio de uma crise existencial.
A verdade é que ultimamente tenho pensado muito e cheguei à conclusão que não gosto nem um pouco da pessoa em que me tornei no último ano...ou no que me tornaram. Não estou feliz, antes pelo contrário. Sinto-me deprimida, sem ânimo para nada nem paciência para ninguém.
Sinto-me a sufocar, presa a algo que não quero de todo para a minha vida, nem para mim. Tenho saudades da Rita alegre, cheia de energia para dar e vender. Sinto saudades da pessoa que eu era há um ano atrás. Achava eu que tinha mudado para melhor... pena que tão tarde reparei que foi o oposto.
Hoje era o teu aniversário, mais um ano que completavas.
Como seria bom ainda te ter aqui connosco, a celebrar mais um aniversário. Tenho tantas saudades tuas, meu querido avô. Fazes-me tanta, tanta falta!
Estejas onde estiveres espero que estejas bem, feliz e orgulhoso. Obrigada por cuidares de mim e me guiares quando ando perdida por aqui.
Feliz Aniversário 💗
«A notícia da existência deste “Pé Pequeno” deixa a pequena comunidade de Yetis em tumulto sobre o que mais poderá habitar o mundo para lá da sua vila carregada de neve, numa história sobre a amizade, coragem e a alegria da descoberta. “Smallfoot – Uma Aventura Gelada” conta no elenco, na versão portuguesa, com Eduardo Madeira como o yeti Migo e David Carreira como o ‘Pé Pequeno’ Percy. Além deste par, o filme conta ainda com a participação de Ana Bacalhau como Meechee, Kátia Moreira como Kolka, Mariana Cabral (Bumba Na Fofinha) é Brenda, Pedro Giesta empresta a sua voz ao Guardião das Pedras; Tiago Retrê interpreta o indeciso Fleem, Quimbé é o yeti Gwangi, Carlos Vieira de Almeida é o pai de Migo, Dorgle, e José Nobre é Thorp.»
Nada como um filme de animação para afastar a tristeza e desilusão, certo? Foi por isso que eu e a minha melhor amiga decidimos ver este filme ontem à noite.
Quando fomos ao cinema ver os Incríveis 2, Small Foot passou no "Brevemente" e ficámos logo fascinadas e ansiosas por ver o filme.
Foi demais, está brutal. Rimos imenso até doer as bochechas e no final, existe sempre aquela grande lição que estes filmes para os mais pequenos, nos transmitem.
Recomendo! Vale muito a pena.
Quem já viu? Gostaram?
Avaliação The Choice: ★★★★★
Há um ano atrás eu achava este género de livros uma tremenda seca. Hoje? Admiro aquilo que me ensinam, no que me deixam a pensar e na tranquilidade que me transmitem ao fazer-me ver que há solução para tudo. Menos, como dizem, para a morte.
Encerro assim a minha maratona de Augusto Cury, quem sabe um dia leia mais algum livro do autor? A verdade é que me ajudou imenso!
Avaliação The Choice: ★★★☆☆
«Arthur Bishop é forçado a retomar a sua vida de assassino profissional, quando a sua amada é raptada pelo seu mais poderoso inimigo.
Justamente quando Arthur julgava que os seus dias como assassino eram coisa do passado, é forçado a voltar ao ativo quando Gina, o amor da sua vida, é raptada pelo seu mais perigoso inimigo. Agora Arthur tem de viajar pelo globo para completar três impossíveis assassinatos, onde estão os nomes dos mais perigosos homens do mundo, e ainda fazer com que eles pareçam acidentes.»
Avaliação The Choice: ★★★★☆
E por fim, chegou Dezembro. É impressão minha ou este ano passou a correr? Ainda mais que os anteriores? Ainda ontem andava a comprar presentes de Natal e agora pumbas, outra vez Natal!
Só espero que este mês seja, no mínimo, uma continuação do anterior e que seja mágico. Que seja uma época de fazer as pazes, de haver reencontros, bons momentos e muitos sorrisos.
Desejo-vos um ótimo mês de Dezembro! Já andam nos treinos para as gulosices do Natal? 😁 Eu ainda nem perdi os kgs que engordei nas férias de Verão ahaha.
Perdida no seu romance de verão nocturno, Katie sabe que o amor a guiará.»
Amar-te à Meia-Noite foi o meu escolhido do mês de Novembro na parceria que mantenho com a Leya.
Depois de ter visto o filme fiquei muito curiosa e desejosa de ler o livro. Prefiro sempre o livro ao filme, mas admito que nem sabia que existia a versão livro quando vi o filme.
Fiquei apaixonada pela história da Katie e do Charlie e ainda mais rendida fiquei quando fechei o livro. Apesar das limitações da Katie, a doença dela não a impediu de se apaixonar e viver o seu amor mesmo que por pouco tempo.
Com uma escrita fluída e fácil de ler, Trish Cook deixou-me fascinada e a pensar numa velha citação que li algures "o amor tudo perdoa, tudo espera, tudo suporta, tudo crê". Sem dúvida que a história deste jovem casal nos toca profundamente e nos deixa a pensar "E se fosse comigo?"
Já leram? Que acharam? Serei a única a achar o Charlie um rapaz digno de sonho? 😍
Avaliação The Choice: ★★★★★
A Dra. Elisa Medhus nunca tinha acreditado na vida após a morte. Enquanto médica, sempre colocara a sua fé na ciência. Mas tudo isso mudou quando o seu filho Erik morreu e ela começou a comunicar-se com ele no Além.
Emocionante, comovente e esclarecedor, este livro levará os leitores numa incrível viagem, partindo da dor e do ceticismo desta mãe até alcançar a fé na existência do Céu. O Meu Filho Está no Céu fornece respostas às perguntas mais universais do ser humano:
- Existe vida após a morte?
- Como comunicam os mortos com os vivos?
Através de uma série de conversas, Erik fala sobre o Céu com sinceridade e sabedoria, descrevendo as suas experiências e fornecendo respostas esclarecedoras sobre a natureza da alma, a morte e a vida no Além — respostas que têm o potencial de mudar as nossas vidas para sempre.»
Adoro ler os livros da minha mãe, até mesmo aqueles que lhe ofereço. Não foi o caso deste, que veio de Quarteira e foi comprado por ela numa feira do livro. O motivo? Temos uma menina (a nossa menina) no céu. Ambas temos a mente aberta para estas coisas e gostamos muito de ler livros sobre o assunto que nos façam compreender melhor o que não vemos mas por vezes sentimos e, no caso dela, que ouve. É sempre uma descoberta e um conforto, saber mais sobre o assunto.
Apesar de pelo meio ter muitos termos técnicos e um pouco aborrecidos, recomendo!
Apesar de pelo meio ter muitos termos técnicos e um pouco aborrecidos, recomendo!
Avaliação The Choice: ★★★★☆
As perguntas d'A Pequenina são estas:
1. Como é que surgiu o nome do teu blog?
O meu blog teve vários nomes,mas de facto The Choice foi o que mais tempo se manteve e mais identificou comigo, e surgiu na ideia que todos temos uma escolha.
2. Quais são os temas que gostas de escrever?
Sobre tudo um pouco mas adoro escrever reviews de livros que leio.
3. Já pensaste alguma vez em desistir do blog? Se sim porquê?
Sim, mais do que uma vez,até. Pela falta de tempo e de inspiração.
4. Há quanto tempo tens um blog?
Desde 2013, já lá vão 5 anos. Uau!
5. O que mais gostas no teu blog?
O template. Acho bastante limpo e organizado.
6. O que te atrai num blog?
O template, se está bem organizado (se tiver muitas coisas, parece que sufoca) e o conteúdo, claro.
7. O que fazes para teres interação no blog e nas redes sociais?
Quando tenho algum tempo comento os blogs que sigo e respondo aos comentários que me vão deixando. Também estou sempre à procura de "sangue fresco" e novas leituras.
8. O que te mantém motivada?
Saber que há pessoas que já conheço há séculos e ainda por cá vão ficando e visitando o meu cantinho.
9. O que esperas que o blog que traga?
Mais amizades, mais pessoas divertidas, novos conhecimentos etc.
10. Descreve-te em 3 palavras.
Simples. Teimosa. Envergonhada.
As minhas perguntas:
1*O que te levou a criar um blog?
2*O que mais/menos gostas da blogosfera?
3*Tens alguma amizade verdadeira que tenha nascido no blog?
4*Se pudesses começar de novo no blog que nome lhe davas?
5*Quais os blogs/temáticas que mais gostas de ler?
6*Já te "zangaste" com um blogger ao ponto de o deixar de seguir? (Risos)
7*Como descobres novos blogs para seguir?
8*Alguma vez te arrependeste de criar o blog?
9*Como consideras o teu percurso enquando blogger?
10* Descreve o teu blog numa só palavra
Contrariando as regras que pediam para nomear 10 blog's, vou deixar que quem quiser participar, sinta-se à vontade. 😁
«Os sonhos são como uma bússola que nos indica quais os caminhos a seguir e as metas a alcançar. São eles que nos impulsionam, nos fortalecem e nos permitem crescer. Se tivermos sonhos pequenos, a nossa capacidade de sucesso também será limitada. Desistir dos sonhos é abdicar da felicidade, pois quem nem sequer tenta alcançar os seus objetivos está condenado a ter uma taxa de insucesso de cem por cento.
Analisando a trajetória vitoriosa de grandes sonhadores — como Jesus Cristo, Abraham Lincoln e Martin Luther King —, Augusto Cury convida-nos a repensar a nossa vida e instiga-nos a nunca deixar morrer os nossos sonhos.»
Quem me segue há algum tempo sabe que no Verão sofri muito de ansiedade, ataques que me davam do nada, diariamente. Uma blogger que me é muito querida, falou-me sobre os livros do August Cury e alguns títulos chamaram-me logo a atenção, não andasse eu a tentar perceber o que estava a acontecer comigo. Na altura li um que me emprestou e ofereceu-me mais dois (este e outro que ainda não li).
Apesar de gostar imenso destes livros e do que eles nos ensinam, a montanha de livros que tinha por ler foi crescendo e só agora, finalmente, consegui ler este.
Gostei tanto. Mostrou-me outra perspectiva das coisas e a, sobretudo, não desistir dos meus sonhos.
Obrigada Rute, pelo presente! 😍
«Aprendi que os sonhos transformam a vida numa grande aventura. Eles não determinam o lugar onde você vai chegar, mas produzem a força necessária para o arrancar do lugar onde você está.»
«Aprendi que os sonhos transformam a vida numa grande aventura. Eles não determinam o lugar onde você vai chegar, mas produzem a força necessária para o arrancar do lugar onde você está.»
Avaliação The Choice: ★★★☆☆
«Quando uma agência do governo dos Estados Unidos contrata o Mecânico para eliminar um espião suspeito ou um corrupto homem de negócios, podem dormir descansados, sabendo que vai parecer um acidente ou uma morte por causas naturais e que os incidentes internacionais vão ser evitados. Mas Bishop chegou a um ponto de saturação na sua carreira e a conta bancária permite-lhe retirar-se, viver dos rendimentos e levar uma existência normal. Mas para ele, não há essa opção. Quando se junta ao velho colega e único amigo, Harry McKenna para um último trabalho, descobre que o seu alvo a abater é precisamente Harry. Mas este é apenas o primeiro problema que Bishop tem de resolver. O filho de Harry, Steve McKenna não acredita que o pai se tenha suicidado, como lhe dizem, mas quer que Bishop o ajude a encontrar o assassino… Bishop tenta convencê-lo que um homem que lhe colocaram na peugada para o matar é também o assassino do pai. E só trabalhando lado a lado é que Bishop e Steve conseguem ser os últimos sobreviventes. É com surpresa que Bishop percebe que até gosta de ter um parceiro. E Steve descobre que também gosta de ser um Mecânico. Mas quando Bishop insiste em retirar-se, o seu contacto, Dean Sanderson diz-lhe: “O único Mecânico retirado é um Mecânico morto! Bishop percebe que o seu futuro passa pela morte de Sanderson. Mas quando contrata Steve para o ajudar numa derradeira missão, não podia imaginar que ele já sabia quem lhe tinha morto o pai…»
Gosto de filmes de ação e gosto ainda mais se tiver o ator Jason Statham. É porrada garantida.
Mesmo assim, achei o filme demasiado violento e sangrento e a história em si, nem está assim nada de especial.
Gostei, mas esperava mais. Espero que o segundo seja melhor 😁
Avaliação The Choice: ★★★☆☆
Cometi um erro.
Aliás, desde o início que foi um erro, apenas não vi isso com olhos de ver. Achava que iria correr tudo, que iria ficar tudo bem. Talvez não.
Agora sofro com isso e não o posso dizer a ninguém. Não podem saber que estou arrependida. Não posso voltar atrás, só me resta viver com isso o resto da vida e esperar que o amanhã seja sempre melhor que hoje. Talvez não seja, mas que posso eu fazer?
[Fictício]
«Em Março de 2015, uma bebé de 18 meses sobreviveu durante 14 horas presa num carro capotado dentro das águas geladas de um rio no Utah. A história do salvamento de Lily foi notícia internacional e é até hoje considerada um milagre por alguns. À medida que se aproximavam da viatura, vários membros da equipa de resgate ouviram uma voz feminina que os encaminhou - embora a única mulher no carro fosse a mãe de Lily, que morrera no impacto.
Tyler Beddoes, um dos agentes envolvidos na operação, não tem dúvidas de que a voz era de um anjo, que velava pela bebé até à chegada das autoridades. Esta experiência transformou-o profundamente enquanto homem e crente.
Pela mão do autor best-seller do The New York Times, Ptolemy Tompkins, conhecemos por dentro a história de Beddoes, bem como a de vários outros encontros angélicos, situações de vida ou de morte, muitas vezes com crianças., em que a presença de anjos-da-guarda se revelou tão real como decisiva.
Num livro tocante, que é também um desafio, Tompkins demonstra a crentes e cépticos que as fronteiras entre a ciência e a espiritualidade não são tão rígidas como pensamos.
A Prova dos Anjos é um testemunho inspirador, que nos deixa uma mensagem de esperança: onde quer que estejamos, não estamos sozinhos.»
O que me levou a ler este livro que ofereci à minha mãe foi a história da bebé que sobreviveu 14h dentro de um carro capotado no meio do rio. Sempre me fascinei por histórias reais e devido à minha mente aberta para estas coisas "inexplicáveis", este é um dos meus géneros de livros preferidos a seguir ao romance.
Confesso que esperava um pouco mais de desenvolvimento na história da bebé. A meio do livro é um pouco secante mas mesmo assim não me arrependo nem um pouco de o ter lido, a verdade é que me ajudou a perceber algumas coisas que já me aconteceram também.
Avaliação The Choice: ★★★☆☆
«O acaso juntou duas pessoas numa praia.
Ela é Hope Anderson, nascida e criada na Carolina do Norte.
Ele é Tru Walls, guia de safaris no Zimbabué, onde nasceu.
Hope está a viver um momento difícil. A relação com o namorado já não a faz feliz e o pai acaba de receber um diagnóstico terrível. Sunset Beach é o local ideal para encontrar a paz de que necessita para refletir sobre a sua vida.
Tru está perante um momento revelador. Cresceu em África e nunca conheceu o pai. Em Sunset Beach, prepara-se para o encontrar pela primeira vez.
Quando os caminhos de Hope e Tru se cruzam, a magia acontece. Mas, por muito intensos que sejam os seus sentimentos, ambos sabem que terão de fazer uma escolha dilacerante.
A praia que os uniu, vê-os, agora, partir. A areia cobre-lhes os passos, as marés seguem o seu ritmo ancestral… e uma carta resistirá ao tempo para ditar, um dia, o seu futuro adiado.
Inspirado numa história real, "Cada Suspiro Teu" fala-nos de um encontro que fica gravado a fogo no coração e na memória de duas pessoas de mundos opostos, transcendendo o tempo, os continentes, e o toque - por vezes agridoce - do Destino…»
Posso dizer que, como sempre, Nicholas Sparks não me desiludiu.
Inicialmente comecei a ler o livro de pé atrás. Não me fascinou à primeira vista e tinha medo de não gostar, uma vez que as minhas expectativas estavam altíssimas! Mas posso dizer que página após página viciei completamente. Até tive pena de acabar de o ler tão rápido, estava a gostar tanto. Ainda por cima depois de saber o final.
O livro ensina-nos uma grande lição sobre o amor. Por vezes, passem os anos que passarem e aconteça o que acontecer, há amores que duram uma vida inteira mesmo que exista um oceano e meio mundo a separar-nos da pessoa que amamos.
Recomendo, sem dúvida! Amei! 😍
Inicialmente comecei a ler o livro de pé atrás. Não me fascinou à primeira vista e tinha medo de não gostar, uma vez que as minhas expectativas estavam altíssimas! Mas posso dizer que página após página viciei completamente. Até tive pena de acabar de o ler tão rápido, estava a gostar tanto. Ainda por cima depois de saber o final.
O livro ensina-nos uma grande lição sobre o amor. Por vezes, passem os anos que passarem e aconteça o que acontecer, há amores que duram uma vida inteira mesmo que exista um oceano e meio mundo a separar-nos da pessoa que amamos.
Recomendo, sem dúvida! Amei! 😍
Avaliação The Choice: ★★★★★
«Após resolverem suas diferenças, Brad e Dusty precisam agora lidar com uma nova situação complicada: a súbita aparição dos seus pais Don e Kurt, que possuem comportamentos bem diferentes.»
Apesar de ser um filme cheio de risota, não achei assim nada de especial, não sei bem porquê.
Não vi o primeiro e acho que não vou ver mesmo. Esperava um pouco mais do filme mas pronto, viu-se. Deu para rir e ponto final.
Avaliação The Choice: ★★★☆☆
É no orfanato que as irmãs percebem o verdadeiro significado da palavra crueldade. Mas a promessa de uma "vida melhor" na Austrália enche-lhes o coração de esperança… Infelizmente, a realidade reserva-lhes mais um duro golpe.
Será apenas muito mais tarde, ao conhecer o jovem Ross, também um "sobrevivente" dos orfanatos, que Dulcie tem um vislumbre da felicidade. Mas após uma vida a ouvir tantas promessas vãs, terá ela a força de espírito para confiar em alguém a ponto de lhe entregar o seu coração? E conseguirá ainda salvar May das garras de um destino trágico?
Baseado em factos reais, Confia em Mim podia ser a história de milhares de crianças vulneráveis, arrancadas aos seus lares e aos entes queridos em meados do século passado. Com a ternura a que já nos habituou, Lesley Pearse retrata a chocante realidade da migração infantil, bem como as marcas duradouras que deixa nas suas vítimas.»
Finalmente voltei a ler uma das minhas escritoras preferidas! Já tinha tantas saudades das histórias da Lesley e do que me faz sentir enquanto estou a ler, o quanto me faz viajar para longe, para outras épocas.
Este é mais um daqueles livros com uma história de força e coragem da personagem principal, neste caso da Dulcie. Inicialmente a história centra-se nela e na irmã May, mais tarde foca-se apenas na Dulcie e no quanto ela evoluiu desde que ficou sem os pais e ingressou num orfanato. Foi maravilhoso saber o final que ela teve. Merecia algo assim.
Adorei, como todos os outros livros da autora, e recomendo. Embora as 750 páginas assustem um bocadinho, terminei em 3 semanas. Uau!
Avaliação The Choice: ★★★★★
Boa semana criaturas! Por cá o dia começou com chuva, vento e frio. Tudo o que é necessário para uma pessoa não querer sair à rua, mas lá terá de ser.
Chegou Novembro. Voltaram os anúncios natalícios e toda a magia que antecede o Natal. Não falta muito para fazer a árvore de natal cá em casa. Sinto que este ano será mágico, tal como foi todos os meses. Se tiver sorte, este ano farei duas árvores de Natal. Uma em casa dos meus pais e outra no meu ninho, com o F. Estou ansiosa por isso. Posso não ter a casa mobilada completamente mas uma árvore de natal ela vai ter se até lá assinar a escritura.
Novembro tem tudo para dar certo, e aqui estou eu, de braços abertos e coração bem quentinho pronta para o receber.
Um bom mês! 💗
Parece que foi ontem que entrei em 2018 apenas com o desejo de aproveitar bem o ano e ser feliz.
Ao contrário do que manda a tradição, desta vez não houve 12 passas, não pedi 12 desejos nem me pus em cima de uma cadeira. Tive uma passagem de ano romântica, tal como queríamos, e este ano, se Deus quiser, irei passar o ano na minha nova casa. Sim. Isso mesmo. Estou num processo de compra de um apartamento quase concluído, falta o resto da papelada.
Se 2017 foi horrível, 2018 tem-me compensado. Despedi-me de 2017 com esta frase "Se 2017 foi azarado, que 2018 seja abençoado"...e tem sido. 2018 tem sido mais do que eu podia pedir.
Não aproveitei tão bem o ano quanto queria, acho que temos sempre aquela sensação que nos faltou fazer algo, mas tem valido muito a pena. Acho que posso dizer que me sinto completa. Já merecia.
Não pensem que 2018 não teve as suas mágoas, as duas desilusões e testes mas mesmo assim, tem-me compensado por tudo.
Finalmente a vida está a compensar-me por todo o esforço e empenho que tenho feito.
Obrigada meu Deus, por me acompanhares sempre. 💗
Capítulo Um
2014
Até que ponto um acontecimento decorrido
há uma década pode ainda influenciar a vida de alguém no presente? Dinis sabia
a resposta para isso. Na verdade, naquele momento, talvez fosse a única
resposta que ele tinha da vida.
Passado tanto tempo ainda não percebera como
chegara àquele ponto. No fundo sabia, só não sabia ainda o que fazer com isso nem
com a sua vida. Continuava perdido como sempre tinha estado desde que perdera
tudo o que lhe era mais querido.
E ali estava ele, sentado em cima do capô
do jipe, que comprara por meia dúzia de tostões quando tirara a carta, sem
nunca desviar o olhar do panfleto que tinha nas mãos e do mar que se estendia à
sua frente.
Talvez se tivesse precipitado ao tomar
aquela decisão que agora o estava a consumir por dentro, mas o que o impedia? O
que lhe restava que o pudesse manter em casa? Precisava de um recomeço e quando
umas semanas antes aquele panfleto lhe caiu nas mãos, soube de imediato o que
tinha de fazer. Já nada o prendia ali. Não tinha nada nem ninguém que o fizesse
ficar.
O que lhe valia uma casa se eram apenas
quatro paredes? Uma casa no verdadeiro sentido da palavra, precisa que alguém a
habite e a dele, tal como ele próprio, estava vazia.
Fitou de novo a linha de horizonte e o mar
azul que se estendia para lá do que a vista alcança. Gostava de praia, embora
sempre tivesse vivido na confusão e na correria citadina ainda que num lado
mais pacato da cidade. Para além das férias de Verão, nunca vivera muito tempo
perto do mar mas ao olhar uma vez mais para o que o panfleto dizia, dentro do
seu coração soube que, de um forma ou de outra, encontraria ali o seu lar.
- Tens a certeza do que estás a fazer? –
Sobressaltou-se ao escutar alguém atrás de si.
- Não. – Respondeu Dinis, encolhendo os
ombros.
Francisco, Kiko para os amigos mais
próximos e um dos seus poucos amigos, acompanhara-o até ali, mesmo duvidando da
sua sanidade mental e do que ele estava prestes a fazer.
- Mesmo assim, vais embarcar nessa
loucura…- Constatou.
-Sabes porquê…- Dinis tinha uns olhos
tristes capaz de partir o coração a qualquer pessoa, mas nem o amigo nem
ninguém conseguiria tirar-lhe aquela ideia da cabeça. Puxou o fio de prata que
trazia ao pescoço para fora da camisa. Dele pendia um medalhão que pertencera à
mãe. Abriu-o, e pela milésia vez fitou os rostos nas pequenas fotografias que
trazia no interior. – É por eles. Preciso de saber. – Fez uma pausa. – Preciso
de saber para poder seguir em frente.
- Saber o quê, Dinis? Não há mais nada
para saber. Passaram-se dez anos, sabes tudo aquilo que descobriram e te
conseguiram dizer. Quando acabas com essa ideia maluca? Quando pões isso de
parte e procuras ser feliz?
- Quando souber a verdade, eu paro. –
Disse. Ninguém o entendia, nem mesmo o seu melhor amigo. Era uma luta sua e só
ele a poderia batalhar.
Era um facto. Quando descobrisse a
verdade, iria parar com aquela busca incessante que durava desde a adolescência
e já lhe custara tanto.
Kiko tentou conter-se, não querendo ser
indelicado, mas não aguentou, alguém precisava de pôr algum juízo na cabeça do
amigo..
- Morreram, Dinis. O que há para desvendar
nisso? Foi um acidente, tu sabes. Houve uma tempestade naquela noite, chovia
como um dilúvio… aconteceu, infelizmente. Mas não podes mudar nada, pára com
isso. Nem podes mudar o que aconteceu mais tarde com ela…
Dinis desferiu um valente pontapé num dos
pneus do jipe, interrompendo Kiko :
- Não, não posso mudar nada do que
aconteceu naquela noite nem o que aconteceu depois. Tens razão, eu sei, eu
estava lá e por isso sei que não foi um acidente. E a culpa também foi minha.
Deixou cair os braços ao longo do corpo,
derrotado, cansado do fardo que carregava há tanto tempo. Mas ele era apenas um
miúdo rabugento que naquela noite trágica tinha ido longe demais. Em parte, a
culpa tinha sido sua, das brigas que travava com a sua irmã mais velha no banco
de trás do carro e da pessoa que, no fundo, lhe tirou tudo, num abrir e fechar
de olhos.
Realmente, muita coisa pode mudar num
mísero segundo. E bastou isso mesmo, um segundo, para ele perder tudo. Mas não
era por causa dessa noite que naquele momento, ele estava ali, do lado de fora
dos portões do Perímetro Militar do Alfeite, mas sim pelo que veio depois.
Enquanto Dinis retirava o saco dentro do
jipe, Kiko chegou à conclusão que, embora se conhecessem desde os primeiros
anos de escola e de ele próprio ter sido um ombro amigo quando Dinis ficou
sozinho, este nunca lhe falara abertamente sobre o que realmente acontecera
naquela noite e isso deixava-o um tanto apreensivo.
- Ainda podes mudar de ideias, não? Vai
ser duro…
Dinis não deu sequer hipótese de Kiko
abrir a boca e dizer mais alguma coisa. Entregou-lhe as chaves do jipe, colocou
o saco ao ombro e despediu-se com um sorriso destroçado e o olhar vazio.
Quando já estava a alguma distância, Kiko
gritou-lhe:
- Mantém-te vivo! – Girou as chaves no
dedo indicador e abanou a cabeça. Aquele rapaz…esperava seriamente que se
voltassem a encontrar e de preferência, que voltasse em melhor estado do que o
estava a ver partir.
Dinis acenou-lhe com a mão no ar sem olhar
para trás, continuando a caminhar com passos decididos em direção aos portões
que agora se abriam para o deixar entrar, como se tivesse toda a certeza do que
estava a fazer.
Não, não sabia o que raio estava ali a
fazer, mas sabia que era o necessário. Precisava de recomeçar a viver,
precisava de disciplina e de aprender a focar-se. Precisava de conseguir ajudar
alguém, salvar alguém. Sobretudo, precisava de salvar a si próprio.
Sem que desse conta, percebia agora que
vivera a última década como se estivesse submerso debaixo de água, como se não
conseguisse respirar.
Esperou que os portões se fechassem, parou
e olhou para trás, batendo continência a Kiko, retomando de seguida o seu
caminho.
Mais adiante, ao ver chegar aqueles que
seriam os seus superiores, sem dó nem piedade dos novos recrutas como ele,
soube que aquela seria a sua casa durante os próximos tempos.
Apertou entre os dedos o medalhão que
trazia ao pescoço. Sabia porque ia, e sabia porque tinha de voltar. Era por
ela, apenas por ela.
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