« "Sentada no terraço, coloquei a folha na máquina de escrever e... fechei os olhos, inspirando a brisa salgada. De repente, uma sombra arrefeceu-me a cara e, quando abri os olhos, ali estava de novo o invasor de propriedade alheia, descontraído como sempre.
Que é que vais escrever ali? - perguntou - me, apontando para a máquina.
- A história de uma mulher que vivia sozinha num prédio alto de uma cidade escura.
Torceu o nariz em total desaprovação.
- Porque é que não escreves antes sobre o mar ou sobre uma viagem?"
E é sobre o mar, e sobre uma viagem, e sobre tudo sobre ele, o Dunas, que a escritora solitária, em férias na praia, escreveu este livro surpreendente.»
Depois de tantos anos a ouvir falar sobre este livro ( desde o ensino secundário, no mínimo!) lá o consegui agarrar na biblioteca. Estava complicado mas desta é que foi!
Avaliação The Choice: ★★★★☆
«Travis Parker possui tudo o que um homem poderia ter: a profissão que desejava, amigos leais, e uma linda casa à beira-mar na pequena cidade de Beaufort, Carolina do Norte. Com uma vida boa, os seus relacionamentos amorosos são apenas passageiros e para ele, isso é o suficiente. Até ao dia em que sua nova vizinha, Gabby, aparece-lhe à porta.
Apesar das suas tentativas de ser gentil, a loura atraente parece ter raiva dele. Ainda sim, Travis não consegue evitar se engraçar com Gabby até que os seus esforços persistentes o levam a uma jornada que ninguém poderia prever.
Abrangendo os anos agitados do primeiro amor, casamento e família, The Choice faz-nos confrontar com a questão mais cruel de todas: Até onde irias para manter o amor da tua vida?»
Como muitos fãs de Nicholas Sparks, também eu esperei ansiosamente pelo dia em que sairia o filme na Net. O dia chegou.
The Choice (para além de ter a participação de Tom Welling, o Super Homem de Smallville, como médico e (ex) namorado de Gabby) é muito mais que um romance, é um romance divertido, engraçado, que nos faz rir com as cenas mais hilariantes e ao mesmo tempo, suster a respiração nos momentos finais. Li o livro há uns anos atrás e de todos os filmes inspirados nos seus livros, posso dizer que este é o que mais me tocou e me divertiu.
Já viram?
Avaliação The Choice: ★★★★★
«A nova série acompanha uma epidemia que começa na cidade de Atlanta, dando início a uma vasta área de quarentena. Enquanto acompanharemos diversos personagens presos na quarentena, veremos outros que trabalham do lado de fora para conter o vírus. No entanto, uma conspiração começa a ser revelada por um jornalista, mostrando dados que não batem com a história oficial.»
A nova série que já é o meu novo vício!
Aquela que me faz querer roer as unhas do princípio ao fim ^^
Pois bem, hoje lá fui eu toda contente com este solinho bom para a conservatória, pedir uma papelada. Hmm, chego lá, estava cheio até à porta. Tirei senha, e esperei feita pessoa normal.
Chega uma senhora donzela de si, alapa o cu na cadeira de atendimento (sem tirar senha nem nada) e diz para a restante fila "É só uma perguntinha rápida." O tanas! Andou para lá a discutir com uma das funcionárias, feita peixeira que ela é que tinha razão não era a outra mulher. Já tudo respirava fundo...passados 45 minutos a senhora lá acabou a sua perguntinha rápida e só me apetecia apertar-lhe os garganetos. Para a próxima faço o mesmo.
Só que não.
Esta foi aquela fase que apesar de ter sido um tanto perturbadora a certa altura, foi a que mais me alegrou.
Finalmente tinha o "aparelho das cores" e nunca me esqueço, a primeira cor que pedi foi azul claro. Nostalgia ou não, curiosamente, foi também a cor que escolhi quando soube que seria o último mês que usaria aquele aparelho depois de 4/5 anos .Quer dizer, depois de já ter usado todas as cores e combinações possíveis...
Foi giro, até divertido. Coloquei em ambos os maxilares no mesmo dia e comi carne ao jantar. Pior foi quando começaram as dores no dia seguinte. Andei a papas mais de uma semana mas não me importava com isso. Comecei a gostar de sorrir porque finalmente via os meus dentinhos direitos a juntarem-se uns aos outros enquanto o tempo avançava.
Esta fase começou nas férias do Verão, antes do 9º ano, meses depois de o meu avô ter morrido e eu ter feito 14 anos.
Cada mês que ia à "manutenção" trazia uma cor nova, era uma alegria. Ainda me lembro - e tenho uma foto - de quando tinha 17 anos ter a bandeira portuguesa nos dentes numa altura de mundial/europeu.
Mas nesse meio tempo, começaram os preparativos para a cirurgia, e se eu estava ansiosa por ter um sorriso normal, cada mês que passava mais assustada ficava.
Os ditos preparativos incluía os 2 cisos inferiores arrancados. A questão é que estava ainda dentro do osso mas tinham de ser tirados naquela altura para dar tempo do osso cicatrizar antes da operação.
O primeiro, fui apanhada desprevenida, nem estava planeado. Quando o borracho do dentista (outro que nada tinha com aparelhos) me pergunta se já estava de férias (fogo tinha entrado de férias no dia anterior) já estava com ela fisgada. Vá toca a tirar isso daí já que aqui estás e nem tempo de pensar tiveste.
Nem comento mais nada sobre esse processo, devem imaginar o quanto doloroso foi apesar da anestesia, faz sempre impressão aquelas brocas, aqueles alicates... enfim.
Já o segundo, estava marcado e eu tremia em cima da cadeira como se estivesse a levar um choque eléctrico tal eram os nervos. Sabia bem o que me esperava e isso não ajudava em nada de nada." Mais uns pontinhos, um dente a menos, não sei quantos euros a menos também, e pronto estás despachadinha. Podes ir comer um gelado. "
Mas calma, não poderia ser apenas isto. Tinha de haver outra coisa menos boa para contra balancear... descobrimos através dos Raio-X que tinha os dois caninos a nascer para o nariz. Ou seja, estavam mesmo de cabeça para baixo, a romper para o nariz e romperiam se não fossem tirados. Havia duas opções... ou eram tirados através de uma pequena cirurgia ao céu da boca feita no consultório dentário,ou faziam-se uns furos na gengiva superior, eram armadilhados e encaminhados cá para baixo para o sítio a que pertenciam.
Claro que escolheram a opção mais sangrenta. E pior ainda foi uma das armadilhas ter-se partido umas semanas depois. Tiveram de me fazer um novo golpe para voltar a prender o dente.
Já viram bem? Grande sorte hein?
Mas depois da tempestade vem a bonança, e a cada mês via novos resultados. Habituei-me tanto ao aparelho que mais tarde quando o tirei até senti falta e ainda tenho hábitos dessa altura. Por exemplo, deixei de conseguir comer maçãs à dentada desde essa altura, agora também por sobretudo, ter placas e parafusos no maxilar e me magoa mas ainda não estou muito segura a trincar o pão etc. São hábitos que inicialmente estranhamos e depois é uma coisa normal para nós.
No próximo post falarei daquele que foi o maior passo de todos. Fiquem por aí que até tem umas partes engraçadas :)
«Ao visitar São Francisco, André vê um saco escondido no ramo de uma árvore e convence Ana e Maria a investigar. Quando o misterioso dono do saco aparece, Os Primos seguem-no pelas ruas da cidade, mas em vez de encontrarem respostas, deparam-se com cada vez mais perguntas. Com a ajuda da bonita e engenhosa Tiffany, de famílias extremamente ricas e personalidade enigmática, e do seu amigo José, um índio com dotes de hacker, os jovens obtém informações úteis, mas logo recebem ameaças de alguém, que tenta impedi-los de prosseguirem com o caso. Curiosos e destemidos, os cinco seguem até Pebble Beach, em cujo famoso de campo de golfe André faz uma divertida exibição.
Entre riscos e perigos, a investigação leva-os a acampar num magnífico parque de sequoias milenárias em Santa Cruz e à universidade de Stanford, onde um cientista australiano lhes fala de uma importante descoberta relacionada cm pepitas de ouro. Mas é na ilha de Alcatraz, de onde ninguém escapa, que o mistério se resolve após mais uma cena arriscada....»
Avaliação The Choice: ★★★★☆
Sei que só a imagem assusta. Ainda me assusta e ainda me questiono como aguentei tanta coisa e tanta dor.
A fase 3 foi com um novo monte de sucata, reciclado. Sim! Pegaram no meu 1º aparelho, juntaram mais algumas peças e fizeram este.
Só de pensar nisto, arrepio-me. Mas vou então explicar.
Bem, o objectivo, depois de ter todos os dentes afastados uns dos outros e ter mais espaço, era continuar nessa questão do espaço e fazer aumentar o osso tenro do céu da boca. E como isso se fazia perguntam vocês?
Bem, como podem ver na imagem, naquele buraquinho no centro, a minha mãe todas as noites, religiosamente tinha de pegar numa chave de fendas própria e dar uma volta completa, apertando.
Sentia o céu da boca a abrir, literalmente. Nas primeiras horas só queria arrancar aquilo da boca e não aguentava mais, a certo ponto. Nem eu nem ela que me tinha de pregar aquele castigo diariamente.
E para comer? Acho que quem tem a mania das dietas e quer emagrecer rapidamente vá ao dentista, têm o plano perfeito para isso!
Não comia, não mastigava fosse o que fosse nas primeiras semanas. Tinha a língua numa ferida pegada...
O que me consolava era saber que já estava praticamente a meio do caminho. Com isto já devia de ter perto de 13 anos e já tinha tido a maior guerra da minha vida, mas ainda não tinha terminado. Ver os resultados também ajuda e motiva imenso, apesar do cansaço óbvio.
Por esta altura já era considerada mobília do consultório dentário e era uma festa cada vez que "visitava" a minha médica.
Até que finalmente chegou a fase 4...aquela que eu pensava que seria a primeira quando ouvia falar em aparelhos e pensava que só existia aqueles coloridos que agora qualquer pessoa usa nem que seja apenas pelos dentes tortos.
Mas fica para outro post.
Sempre ouvi dizer "Antes sozinha que mal acompanhada", bom, tem o seu sentido mas adorava ( a sério que sim) ter amigos de jeito que não me apunhalassem pelas costas e na cara é tudo muito amigalhaço e tal.
E pronto, estou outra vez naquela fase deprimente de me enterrar em tudo o que seja trabalho, livros, pintura, treinos forever alone e afins.
Como falei no post anterior, hoje irei contar-vos como foi a fase 2 da minha luta dentária.
Depois daquele aparelho no céu da boca cujo objectivo era afastar-me os dentes e criar espaço, apareceu-me uma geringonça nova à frente. Só de olhar para aquilo na primeira vez, quase morria de susto, já para não falar das dores que tive, do incómodo e das inúmeras questões de novo "Porquê eu? Porquê a mim? O que fiz de mal para merecer isto?".
Chama-se Máscara de Tracção e o objectivo era de alguma forma, travar o maxilar inferior e avançar o superior. Claro que não bastava isso, fosse como fosse eu sabia que só a cirurgia me iria resolver o problema mas todos os passos, todas as fases, foram em prol de uma cirurgia (quando chegasse a altura) mais fácil e por consequente uma recuperação mais rápida e menos dolorosa.
Usei aquela coisa durante meses, talvez alguns anos. Já nem me recordo. Só sei que tinha de dormir com aquilo e fiz um trato com a minha mãe em que há 5ª feira não colocava a máscara de forma a ter pelo menos 1 noite de sono decente por semana.
Apesar do desconforto, acabei por me habituara dormir com aquele arpalhão na fronha. Primeiro estranha-se depois entranha-se.
Digo mais, entre a máscara e o 3º aparelho, preferia a máscara 5mil vezes mais, mas claro que não podemos fugir ao que para nós está guardado e só tive de "calar e aguentar", literalmente.
Sei que para muitos esta rubrica, estes pequenos textos, não dizem nada, mas continuo com esperança que possam ajudar alguém que esteja a passar ou já passou, pelo mesmo.
Se for o caso de uma dessas pessoas estar a ler isto, não estás sozinho, sejas quem fores. Existe milhares de pessoas como nós, algumas até bem pior. Custa, dói, é complicado...sim. No meu caso não tinha qualquer referência de outra pessoa com o mesmo problema, apesar de saber que existiam, nunca tive contacto com essas pessoas e por isso basicamente, sofri sozinha. Porque não é igual falar-mos do assunto com os nossos pais, os nossos amigos que podem compreender mas não conseguem colocar-se no nosso lugar, e conversar com alguém dentro do assunto.
Bom, até à próxima e aconselho a prepararem-se para o próximo «aparelho infernal».
«Tudo começa durante a Festa dos Deuses Gregos, quando um helicóptero deixa cair um paraquedas com um estranho objecto no Pártenon da Acrópole Grega: um antigo vaso grego com o mito de Pandora e uma mensagem a decifrar. São estas as primeiras pistas que Os Primos, Ana, Maria e André, o brasileiro Miguel e o grego Thanassis (que se apaixona por Maria e provoca ciúmes a Miguel) terão de seguir. Tudo está relacionado com Apolo, o deus do Sol, Atena, a deusa da sabedoria, Hermes, o deus dos ladrões, Pandora, a primeira mulher da mitologia grega, a célebre medusa, cujo olhar era capaz de petrificar quem a encarasse, e Aquiles, um dos mais famosos heróis gregos.
Os cinco jovens visitam assim cinco locais: o Oráculo de Delfos, o Templo de Posídon, a Casa de Hermes, a ilha de Delos e o Archilleion, onde vivem episódios misteriosos e se defrontam com a ira dos Doze Olímpicos.
O que estará por trás de tudo isto? E o que será, afinal, O Segredo dos Deuses gregos?
André, como de costume, acredita na existência de um antigo tesouro perdido, mas terá razão desta vez?»
Avaliação The Choice: ★★★★☆
Como assim hoje já é Domingo e amanhã Segunda-Feira outra vez? Como assim o fim-de-semana já vai a meio?
Oh santo Deus...ao menos que venha o sol,por favor, caso contrário nem sei onde ir buscar energia para mais uma semana, muito menos se for uma semana Invernosa.
Nem o feriado na próxima semana me anima....
Sou uma péssima blogger, eu sei! Deixo-vos a semana toda só a toque de citações e textos curtos mas esta semana foi de loucos. Ou pior que isso. Não tenho tido tempo para nada e vontade muito menos.
Já para não falar desta meteorologia que ninguém entende! Haja paciência por amor de Deus.
Enfim, a ver se no fim-de-semana me actualizo.
Bom fim de semana criaturas!
Desde já, agradeço à meia dúzia de alminhas caridosas que alinharam nisto do "vocês perguntam, eu respondo".
Prontas? Vamos lá.
Daniela Silva: O porquê do título do blog, qual o teu emprego de sonho e como te vês daqui a 10 anos?
R:The Choice surgiu a partir de todos nós termos escolhas ao longo da vida. Podemos fazer as boas ou as más, mas há sempre escolha. O meu emprego de sonho, é o meu. Não me posso queixar quanto a isso, felizmente :) Daqui a 10 anos...Uau... espero ver-me com a minha família, com 2 filhos ou pelo menos o 2º a caminho. E sobretudo, espero ver-me ainda neste emprego, é mesmo aquilo que gosto.
Cláudia S. Reis:
- Pensa rápido: livro, música e filme preferido;
-Como é que ocupas o teu tempo livre?
-Qual é o teu destino de sonho para umas férias?
-Qual é o teu maior receio?
-O que deixas-te para amanhã que devias de ter feito ontem?
R:Sou péssima a escolher livros preferidos mas vá, "Dei-te o melhor de mim" - Nicholas Sparks. Filme: Blue Lagon. Música: Into the Fire.
Tempo livre: pôr séries em dia :P , Leio, vou ao ginásio, corro ao ar livre, fotografo...
Para umas férias de Verão adorava visitar Cuba, por exemplo.
Maior receio: Tirando aqueles bichinhos que todos odiamos, tenho um medo enorme do dia que perder os meus pais.
Para amanhã... boa pergunta... acho que deixei uma conversa pendente, sobretudo por não saber se vale realmente a pena tê-la.
Aninha Ferreira: Tens alguma colecção? De quê?
R: Tenho muitas e já tive mais. Colecciono livros,fotos, ainda tenho as minhas cartas de pokémon e do Yiugi Ho ou lá como se escreve. Ainda guardo a minha colecção de Tazzo's e berlindes.
Sofia Ramos:
-Uma coisa que consegue arrancar um sorriso teu?
-Qual a coisa que tu achas que está faltando na tua vida actualmente?
-Um momento que gostarias de reviver?
R:Surpresas, se forem boas. É instantâneo e não há como fugir.
Actualmente sinto que me falta algumas partes de mim, não sei como explicar, apenas me sinto incompleta.
Se pudesse, reviveria muitas coisas mas adorava reviver qualquer momento com o meu avô. :/
Mia:
-Qual é o teu maior sonho?
-Qual foi a melhor coisa que te aconteceu nos últimos tempos?
-Já vives-te noutro país ou numa cidade diferente daquela onde resides actualmente?
R:Maior sonho...tenho alguns mas vou escolher um. Publicar um livro.
Ter conseguido comprar o carro que gostava.
E não, nunca vivi fora da santa terrinha.
Em casa a minha mãe não me faz isso e agora a mulher da limpeza por todos modos, tem de deixar a minha mesa do trabalho como lhe apetece? Epá uma coisa é tirar as folhas para limpar a mesa e colocar como estava, outra coisa é baralhar folhas que não são minhas com as do J. ou do G. E irrita-me ainda mais andarem a cuscar o que ando ou não a projectar, ou acham que sou tapadinha e não noto?
É isso e as pastas que tenho numa mesinha pequena onde coloco o que não é preciso por agora... se tenho aquilo em determinada posição, por alguma razão é, não é para lhes andarem a mexer e a colocar na posição que gostam... ai o caraças hein!
«Na véspera do Grande Terramoto e tsunami de Lisboa de 1755, António Miranda e o seu filho Pedro escondem uma cápsula do tempo com diversos objectos e uma mensagem secreta dentro de uma parede na sua velha casa em Alfama. Mais e duzentos e cinquenta anos depois, pelo Natal, Os Primos Ana, Maria e André, o brasileiro Miguel e a inglesa Charlotte, deparam-se com este misterioso baú histórico. Depressa descobrem que não são os únicos a tentar desvendar A Mensagem Secreta de Lisboa. Já no século XIX, um serial Killer se dedicara à mesma busca, e agora um estranho grupo de escavadores desconhecidos decide retomá-la, escavando cinco monumentos com algo em comum:todos eles são construções magníficas, encomendadas pelo rei D.João V numa altura em que os cofres portugueses estavam a abarrotar de ouro e diamantes descobertos nas minas do Brasil; todos eles escondem uma coroa real, uma frase em latim e um triângulo. Mas um dos cinco esconde algo mais...»
Avaliação The Choice: ★★★★★
Amor Felino
• Dia-a-Dia, Kiki, Life
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| Foto da minha autoria |
Hoje, cheguei a casa a carregar o mundo nas costas e cabisbaixa. Passei pela Kiki e não peguei com ela porque tinha outras intenções mas a bichana olha para mim e segue-me com aquele par de olhos azuis como quem diz "Então os meus mimos?". Pousei as malas dentro de casa e peguei-lhe ao colo, abracei-a.
Não se aguenta muito tempo ao meu colo, só o meu pai consegue tê-la horas nos braços, toda pachorrenta, mas também não fez para sair. Apenas, deixou-se ficar como se percebesse que eu precisava daquele abraço felino. E então assim fiquei por uns minutos; com a bochecha sobre o seu pêlo macio. E naquele instante o meu mundo voltou a girar no sentido certo e pude respirar.
Não fala, não reclama, não critica nem opina. Apenas ouve e olha para mim como se entendesse alguma coisa do que digo. Acho que devem nos perceber, pelo menos sabe que "Kiki" é o nome dela e o "toma" significa que vai ganhar alguma coisa.
Sem dúvida, os animais conseguem ser muito melhores que algumas pessoas.
Ps. Já ouviram a nova música do Jimmy P com o Diogo Piçarra? "Entre as Estrelas" diz tudo de mim.
Sabem aquela sensação de sufoco? Que se sentem atados dos pés à cabeça? Aquela sensação de nó apertado que só vos apetece fugir para as montanhas e chorar desalmadamente?
Hoje estou assim. Pior, ando assim desde o fim de semana.
Só tenho aquela enorme vontade de mandar tudo e todos à merda. Só quero ficar sozinha com a minha sombra. Tentar respirar e rezar a todos os meus anjinhos.
| Imagem Exemplo |
Admito, foi horrível as primeiras semanas. Dores, mal comia, era como se tivesse a boca cheia de favas, custava-me a engolir a saliva e passados alguns meses tinha a língua ferida dos arames.
Nesse meio tempo começou as interrogações "Porquê eu? Porque não nasci como as outras crianças?". Tinha 9 anos e estava totalmente assustada. Valeu-me o apoio incondicional - principalmente- da minha mãe e o seu carinho.
Com o tempo, comecei a ver resultados e habituei-me a comer normalmente, já não me incomodava, quando o tirei até estranhei ter tanto espaço. Mas algures entre o primeiro e o segundo usei uma máscara de tracção que falarei no post seguinte.
Tentei arranjar imagens softs e não chocantes, mesmo assim peço desculpa aos mais sensíveis, mas são coisas reais.
Hoje foi o primeiro dia de treino a sério.
Fui sozinha, fones nos ouvidos e toca a mexer.
Tempo: 45 Min
Calorias: Cerca de 150
Distância: Também adorava saber, mas a APP não contou...ou eu não percebo nada disto.
Estado: Sobrevivi! Alternei entre corrida e caminhada - não estou propriamente a treinar para uma maratona nem para chegar ao caixão. - Aguentei mais do que esperava e os ditos cujos joelhos também. Na passadeira mesmo em caminhada começam logo a doer-me e hoje ao ar livre nunca me doeram, só senti uma pressão já mesmo no final.
A dor de burro também foi menor, só me atingiu uma vez.
Acho que vou adorar estes treinos de corrida ao final do dia com o sol a pôr-se, pelo menos enquanto não chegar o Inverno e os dias encurtarem demasiado.
Logo vi que precisava de algo vistoso que chamasse a atenção para a minha existência enquanto peão ^^
Parece que as minhas boas energias, toda a minha positividade e boa vibe se esgotaram.
Ando sobre um stress enorme, sem fim à vista nem luz ao fundo do túnel. Não tenho a menor paciência para certas coisas de xaxa , acho que nem para mim tenho paciência. Só queria a minha estabilidade de volta, pleaseeeeee :(
Acho que o melhor remédio por hoje, será ir correr no final do dia. O exercício físico é o que me mantém mantido mais a cabeça no lugar.
À espera de dias melhores....
Antes dos 9 anos, quando recebia os cheques-dentista da escola primária já sabia que iria ser perda de tempo, visto que nunca abri a boca para dentista nenhum. Continuei assim até encontrar o dentista mais competente e jeitoso aqui da zona ( e caro como os cornos também). Com falinhas mansas, com presentinhos que dava aos miúdos e com o "fofinha isto, fofinha aquilo" lá abri a boca para o raio do homem.
Voltei algumas vezes para me arrancar 1 dente ou tratar outro, sinceramente não me lembro bem mas ainda tenho os mini baús que ele dava com o dente lá dentro...Foi ele que sugeriu encaminhar-me para a colega da sala ao lado que trabalhava com ortodontia. Não faço ideia se cheguei a ir logo nessa altura ou não por motivos financeiros, mas sei que passados alguns anos (já com 9 ) fui então a uma consulta com a dentista e começou a ralhar com a minha mãe, que devia de ter lá ido comigo há mais tempo e mais não sei o quê. Odiei a mulher naquele instante, eu ainda uma pirralha de metro e meio odiei a forma como falou connosco. Pediu desculpa e diagnosticou-me. Prognatismo Mandibular, ou seja, o maxilar inferior maior que o superior em vez de ser o oposto. O que causava má mastigação e outros incómodos que com o crescimento e a falta de tratamento iria contribuir para problemas de estômago e outras coisas mais.
Para além dos típicos dentes meio tortos e outros afastados, o maxilar era o ponto principal a corrigir mas para isso teria de se começar por algum lado, puxar daqui, empurrar para ali...abrir isto, fechar aquilo.
Sempre disse que a única correcção para os maxilares seria a cirurgia quando chegasse à idade do crescimento parar, mas enquanto isso, iríamos trabalhar noutros pontos para que quando chegasse a altura fosse mais fácil e menos doloroso. Fez planos, tirou fotos, estudou o caso e pouco tempo depois comecei a primeira fase desta luta que já dura há praticamente 14 anos.
Agora que entrei numa nova fase desta luta com dentistas, aparelhos e afins, decidi partilhar convosco um pouco da minha história e da evolução ao longo dos anos. Irei colocar algumas fotos que tenho do processo e tentar explicar o melhor que puder o que me aconteceu, o que fizeram para corrigir o problema e as minhas opiniões.
Sei que para muita gente será apenas mais uma rubrica sem interesse, mas espero que possa ajudar alguém na mesma situação ou outra do género.
Estou disposta a responder às vossas perguntas, a "ouvir" as vossas histórias se as tiverem e a qualquer outra coisa sobre o assunto.
Ps. Dentes de Ouro, vem do facto de em tratamentos e aparelhos, os meus pais terem gasto rios e rios de dinheiro.
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