Cinema em Casa 2022
«Neste quarto filme em nome próprio, Thor, o super-herói da Marvel que encarna um deus nórdico, vai ter de enfrentar Gorr (auto-intitulado Carniceiro dos Deuses), um assassino intergaláctico que tenciona extinguir todas as divindades. Como aliados contra este impiedoso inimigo, terá Valquíria, Korg e a sua ex-namorada Jane Foster – que, estranhamente, é capaz de manusear Mjolnir, o martelo mágico de Thor.»
Vamos esquecer o facto que este foi o último filme que vi em 2022 e a review só está a sair agora, sim?
A minha falta de tempo ( e de vontade) de falar sobre este último filme do Thor em nada tem a ver com o facto de ter ou não gostado. Porque eu gostei...e muito! 2022 foi um ano de poucos filmes por aqui, sendo que da Marvel apenas vi três – incluindo este – e desses três, Thor foi o meu preferido.
Ainda que seja mais um filme de longa duração como a Marvel já nos habituou, o enredo está incrível ao ponto de nem dar-mos pelo tempo passar. E vocês sabem o quanto detesto filmes demasiado longos. Toda a história em torno de heróis e vilões, da jornada para derrotar Gorr, todos os efeitos especiais...meu Deus! Mas a cereja no topo do bolo foi sem qualquer dúvida a ex-namorada de Thor, Jane Foster, se tornar Mighty Thor ao perceber que é capaz de empunhar Mjolnir, o martelo mágico de Thor. Mas, voltemos um pouco atrás.
Anteriormente, Thor tinha perdido o pai, o olho, o martelo e o reino de Asgard. Depois de ter salvo o seu povo da destruição, enfrentou Thanos, o gigante roxo e feioso, ao tentar reunir as jóias do Infinito. Em Vingadores: Ultimato, o que restou dos Asgardianos instalou-se numa cidade norueguesa intitulada de Nova Asgard.
Após mais um salvamento ao lados dos Vingadores, Thor decide partir para o espaço com os Guardiões da Galáxia e aproveitar o tempo livre que tem, deixando Valquíria no comando da Nova Asgard.
Agora, as suas férias chegaram ao fim e vê-se forçado a regressar para combater Gorr, um assassino intergaláctico que tenciona extinguir todos os Deuses. Para o conseguir, terá o apoio de Valquíria, Korg e Jane Foster, a sua ex-namorada, e ainda assim, também o seu amor verdadeiro.
Para além de enfrentar o vilão Gorr, Thor tem ainda de lidar com o facto de Jane ter em sua posse o seu antigo martelo. Com Jane doente e em risco de vida, o martelo é a única coisa que a mantém saudável e forte. Até demais... Para ajudar combater Gorr, Jane torna-se Mighty Thor, uma heroína muito poderosa crucial para o desfecho do enredo.
Dos filmes a solo de Thor, este entrou para o meu TOP de favoritos. Num filme repleto de ação, animação e amor à mistura, está perfeito. Gostei tanto que a Mighty Thor se tornou uma das minhas personagens femininas da Marvel preferidas e já conto com um Funko Pop dela na minha estante junto dos colegas de equipa.
Para os fãs de Thor ou da Marvel em geral, recomendo muito!
Avaliação The Choice: ★★★★★
«Dr. Stephen Strange – outrora um neurocirurgião conceituado, hoje o feiticeiro mais poderoso da Terra – lança um feitiço proibido que abre passagem para o Multiverso, um lugar onde co-existem universos alternativos e várias versões de si próprio. O perigo que se esconde nessas realidades é desmesurado e as forças que o movem podem ser demasiado fortes para os enormes poderes de Strange, de Wong e de Wanda Maximoff combinados.»
Depois da desilusão que foi Eternals, Doctor Strange in the Multiverse of Madness foi uma lufada de ar fresco que me relembrou porque gosto tanto do Strange.
Neste novo filme, a Marvel usa e abusa daquilo a que já estamos habituados em enredos de super-heróis e vilões. Todo o trabalho feito a nível de efeitos é sem dúvida de louvar.
Doctor Strange in the Multiverse of Madness é sobre o amor e a magia em simultâneo e para mim, é um dos melhores filmes do Strange a solo. Com o regresso da sua ex-mulher Christine Palmer, o amor da sua vida e uma conceituada cientista, Strange não pode evitar pensar na vida que poderia ter levado se tivesse permanecido ao lado de Christine. Enquanto isso, encontra-se no casamento dela com outro homem quando é abordado por America Chavez, uma jovem feiticeira de outra dimensão com o poder de atravessar várias realidades por todo o Multiverso. Perseguida por uma malvada vilã, America pede ajuda a Strange o que o faz inevitavelmente a lançar um feitiço proibido que o leva pelo Multiverso onde se depara com várias versões de si próprio, umas melhores que outras.
Mas nada é o que parece e Strange, além de ter de lidar consigo mesmo em todas as realidades paralelas, ainda tem de elaborar um plano para travar a destruição causada por Wanda.
Doctor Strange in the Multiverse of Madness, além de ser uma aventura a solo de Strange, é ainda a conclusão do arco da Wanda iniciado na série WandaVision. Mostra-nos claramente que todos nós temos as nossas próprias lutas. Assim, de um lado temos Wanda – que perdeu o irmão, o marido e agora os filhos – capaz de qualquer coisa para ter os filhos de volta mesmo que tenha de destruir o universo inteiro ou raptar outra versão deles num outro universo, do outro temos Strange que acredita ser o único capaz de resolver qualquer situação e que não se coíbe de ultrapassar os limites.
Num filme longo e repleto de ação, violência, terror e sangue, Strange dá tudo o que tem para salvar o Multiverso com a ajuda poderosa de America, de Wong, Christine Palmer entre outros aliados.
Avaliação The Choice: ★★★★★
Ao contrário de 2021 em que vi 25 filmes – e que já foi bem menos que em 2020 que contou com 64 – o meu ano de 2022 foi uma lástima no setor do cinema tendo visto apenas 17! Meu Deus. Acho que nunca vi tão poucos filmes...e séries também não deve ter sido melhor, mas isso é assunto para outro post.
Embora poucos, posso dizer que vi filmes muito bons e outros muito maus. Vi filmes que por mim revia todos os meses e outros que passava uma borracha por cima.
Ainda que me falte escrever reviews dos últimos filmes que vi, ficam aqui os que mais gostei, ou nem por isso.
Os meus favoritos são sem dúvida o Sonic - The Hedgehog II, Top Gun: Maverick e o Buzz Lightyear. Por outro lado, esperava mais do Ao Sabor do Vento e de Eternals.
Sobre o último filme da saga 365 Days a verdade é que não esperava nada de bom, por isso nem sequer me desapontou. 🙄
Conhecem alguns dos filmes listados acima?
«Eternos, da Marvel Studios, acompanha um grupo de heróis para além das estrelas que protegem a Terra desde a criação do Homem. Quando criaturas monstruosas, os Deviants, há muito tempo dadas como extintas, regressam misteriosamente, os Eternals são forçados a reunir-se para, mais uma vez, defender a humanidade.»
Quando acabei a maratona da Marvel demorei algum tempo a ter coragem para voltar a ver outro filme de super-heróis. Entretanto Eternals saiu e não me decidia a ver sobretudo por ser com novas personagens e eu sentir-me ressacada com heróis e vilões.
Finalmente, tanto tempo depois, lá me resignei a retomar e a colocar em dia os filmes da Marvel que tinham saído, mas para isso tinha mesmo de passar pelo Eternals. Confesso que foi um dos filmes que menos gostei e me custou a ver, na verdade achei meio aborrecido. Os efeitos visuais estão espetaculares, o enredo também, mas não me fascinou ao ponto de gostar realmente do que estava a ver. Ainda não entendi onde se inserem as novas personagens no universo Marvel, mas talvez mais adiante faça sentido para mim. Ser longo também não ajuda, é um facto. Tudo o que é filmes com duas horas ou mais, faz-me sono e acabo por adormecer a meio e a perder um bocado o fio à meada por não ver tudo de seguida.
Eternals tinha potencial para muito mais, mas sinto que faltou ali alguma coisa.
Alguém viu e gostou?
Avaliação The Choice: ★★★☆☆
«O lendário astronauta Buzz Lightyear, assim como o comandante e o resto da tripulação, é deixado num planeta hostil situado a 4,2 milhões de anos-luz da Terra. Para que possam regressar, Buzz tenta encontrar um caminho através do espaço e do tempo. Mas, a complicar esta missão já de si muito complexa, está o mal-intencionado Zurg e o seu exército de robôs.
Produzido pela Pixar Animation Studios e Walt Disney Pictures, “Lightyear” é um “spin-off” da saga Toy Story. Realizado e escrito por Angus MacLane (co-realizador de “À Procura de Dory”), esta aventura espacial conta a história (fictícia) do astronauta que, nos filmes, deu origem ao boneco Buzz Lightyear, uma das personagens mais carismáticas da saga.»
Produzido pela Pixar Animation Studios e Walt Disney Pictures, “Lightyear” é um “spin-off” da saga Toy Story. Realizado e escrito por Angus MacLane (co-realizador de “À Procura de Dory”), esta aventura espacial conta a história (fictícia) do astronauta que, nos filmes, deu origem ao boneco Buzz Lightyear, uma das personagens mais carismáticas da saga.»
Toy Story é a saga da minha vida, mas aquela saga que ando há anos para terminar de ver e que nunca acontece por mais que queira. Ainda assim, não podia deixar de ver este spin-off animado mas mais realista do Buzz.
Buzz Lightyear é centrado no próprio Buzz, um astronauta de renome e ranger do espaço que adora narrar as suas aventuras. Quando Buzz e a restante tripulação acabam num planeta hostil situado a 4,2 milhões de anos-luz da Terra, cabe a Buzz encontrar um caminho através do espaço e do tempo para que possam regressar a casa.
Ao seu lado, tem a sua fiel amiga e comandante Alisha Hawthorne para o ajudar. Contudo, cada vez que Buzz tenta encontrar uma forma de regressarem a casa, no planeta que acabaram por chamar de lar, o tempo avança ao ritmo natural enquanto para Buzz apenas alguns minutos se passam.
No decorrer do filme podemos assistir que a cada regresso seu a sua amiga Alisha foi envelhecendo, casou, foi mãe, avó... até que um dia Buzz regressa e ela já não está lá para o receber.
Sem nunca desistir da sua missão, Buzz enfrenta os maiores vilões que cruzam o seu caminho desta vez contando com uma equipa de desajustados e desajeitados que atrapalham mais do que ajudam. Ainda assim, por vezes são as pessoas mais inesperadas que se tornam os verdadeiros heróis.
Com um enredo surpreendente, divertido e também amoroso, Buzz tem ao seu lado a equipa que precisava e não sabia. Apesar de todas as situações controversas, Buzz torna-se aquilo que sempre quis: voltar a ser um ranger do espaço desta vez com o seu gato robot Sox como companhia.
Buzz Lightyear é um dos filmes de animação deste ano que não podem perder. Com uns efeitos espetaculares bem podia ser o filme do ano na categoria de animação.
Adorei muito mesmo e o Spike também adorou o Sox. Juro que o Spike se entreteve a ver o filme connosco. 😄
Avaliação The Choice: ★★★★★
«Pete “Maverick” Mitchell tem um talento nato para pilotar aviões, algo logo notado quando, há 30 anos, ingressou na Academia Aérea. Mesmo com as múltiplas condecorações e o grande reconhecimento dos pares, ele continua a ser o instrutor de voo de espírito rebelde e contracorrente de outrora. Os anos passaram mas Maverick nunca deixou de estar convicto de que, por mais avançada que seja a tecnologia, o factor humano é fulcral para se ser um grande piloto. E isso prova-se constantemente, seja nos treinos, a combater no ar ou na pista de aterragem.»
Quando em 2021 vi Top Gun: Ases Indomáveis já sabia que iria sair em breve o segundo filme com Tom Cruise, mas por diversos motivos a sua estreia foi adiada para 2022. Amei o primeiro Top Gun e estava muito curiosa com o segundo tendo as expectativas bem lá no alto. Esperava não me desiludir e posso afirmar já que não me desiludiu nem um pouco.
Maverick quebra as regras pela milésima vez logo no início do filme, ao levantar voo num avião supersónico de testes indo contra a ordem do seu superior para não o fazer. Não só o faz como o faz bem feito, salvando assim o programa de treino de pilotos da ruína. Acaba no gabinete do seu superior a ser repreendido e também convocado para comandar uma perigosa missão a pedido de Iceman, o seu antigo colega de voo que é agora um dos chefes.
No hangar de treino perante a sua nova equipa Top Gun, Maverick tem de lidar com o facto de o filho de Goose, o seu falecido piloto e melhor amigo, estar presente. A tensão entre ambos é palpável e rapidamente descobrimos que a pedido da mãe de Rooster, Maverick retirou a candidatura dele para ingressar na marinha anos antes o que levou a um desentendimento entre eles.
A nova equipa Top Gun é quase uma repetição da equipa de Maverick de há 30 anos, com Rooster a pisar os calcanhares do seu pai, Goose, e Hangman numa jovem versão de um Iceman cheio de si. As comparações entre ambas as equipas são visíveis mas desta vez com uma piloto feminina, Phoenix, que promete não se deixar ficar para trás em relação aos colegas.
Também Penny está de volta. Depois de deixar o cargo de professora da escola aérea comprou um bar e tem uma filha. Penny e Maverick dão a entender que ao longo dos anos se cruzaram algumas vezes e que se separaram sempre. Será desta que ficam juntos?
Num filme cheio de acção, adrenalina e muito perigo, Maverick tem poucas semanas para treinar a sua equipa para uma missão quase impossível de ser superada com sucesso e sem mortes. Quando o momento chega, muitos são os pilotos que se vêm frente e frente com o inimigo e uma possível morte, incluindo Maverick. Mas o improvável (ou não) acontece e damos por nós à espera que alguém morra. Rooster está em perigo. Maverick também. Conseguirão ambos salvar-se ou a história de Goose repete-se desta vez com o seu único filho?
Outras comparações impossíveis de não se fazer entre os dois filmes é os momentos em que Maverick conduz a sua mota tanto sozinho como com Penny. É claramente uma repetição do primeiro filme e no entanto saiu tudo tão perfeito que nem nos importamos com isso. Apenas queremos mais.
Com um elenco de peso, um enredo de cortar a respiração durante mais de duas horas, Top Gun: Maverick conta ainda com uma banda sonora de excelência à qual é impossível ficar indiferente.
Já perceberam que amei o filme, certo? Recomendo muito!
Avaliação The Choice: ★★★★★
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