Entusiastas do Halloween, divirtam-se muito, mas sempre com cuidado e respeito pelos demais.
Que sou desequilibrada
Peguei na tua roupa
E deixei na entrada
Vá lá, diz lá, vá lá, diz lá, vá lá
Susana Teixeira in Tu És Capaz
Um casal lojista, morador na vila, julga que a quinta misteriosa encerra valiosos tesouros.
Os nossos heróis, ao comprarem uma caixa outrora pertencente a António Monteiro, descobrem por sorte dentro da caixa uns emblemas com um enigmático jogo, que, pensam, leva à descoberta do tesouro. São depois perseguidos pelos lojista burlões que querem ser eles a ficar com o tesouro.
O que será que se vai passar?»
Depois de na última aventura terem viajado até às Arábias, neste novo volume de Uma Aventura, os cinco amigos passam uns dias de férias em Sintra em casa de uns amigos dos pais deles. Com os adultos ausentes e mesmo sem querer, rapidamente se vêem envolvidos num grande sarilho como já é típico deles. Ao passarem por uma venda de garagem não resistem em comprar uma bonita caixa que pertencera outrora a António Monteiro, o dono da Quinta da Regaleira. Surpresa? Dentro da caixa encontram vários enigmas que os levam ainda a mais enigmas em busca de um tesouro perdido. O que não esperavam era que fossem perseguidos por quem lhes vendeu a caixa e que pretende ficar com o tesouro a qualquer custo, inclusive até assaltar a casa onde os amigos se encontram de férias.
Numa história emocionante, viciante e de perder o fôlego, as autoras levam-nos a conhecer a bela Quinta da Regaleira, os seus belos jardins e recantos mais obscuros bem como os seus segredos históricos enquanto os cinco jovens correm contra o tempo na descoberta do tesouro.
Quanto a mim, ainda não tive oportunidade de visitar a Quinta da Regaleira, mas sei que quando o fizer, irei lembrar-me desta aventura do Pedro, das gémeas, do João e do Chico.
Avaliação The Choice: ★★★★★
Susana Teixeira in Tu És Capaz
Podia ter deixado o medo vencer, pelo futuro incerto, pelas dúvidas, pela ansiedade, podia ter-me revoltado contra a vida, contra o destino, contra Deus, podia ter-me perguntado "porquê eu?", mas decidi fazer o contrário. Decidi aceitar a doença e vivê-la da melhor forma que me era possível. Decidi não ter pena de mim própria e enfrentar cada dia com toda a minha força, energia e espírito de vitória. Decidi agarrar na esperança e fazer dessa fase uma aprendizagem. Decidi aprender com a doença, crescer, fazer-me mulher, deixar a tristeza de lado e agradecer cada vitória.
Decidi ser exemplo e motivo de orgulho para todos os que me acompanharam nessa etapa.
O cancro não é um ponto final.»
Avaliação The Choice: ★★★★★
Não me sinto culpada por estar uma semana longe do blog e das redes sociais. Tem sido bom deixar-me ir sem me sobrecarregar com tantas tarefas diárias e semanais. Dou o meu melhor todos os dias para que no fim do dia possa deitar-me e pensar "Ufa, não fiz tudo, mas fiz tudo o que podia e conseguia".
O ser humano tem muito aquela mania de delinear tarefas e mais tarefas e quando dá por si, está tão atolado e bloqueado que nem consegue pensar nem fazer nada. Eu incluída. É bom planear, traçar objetivos, mas não nos culpemos se deixar-mos algo por fazer. Somos humanos!
Posto isto, aqui estou eu numa Monday...Again sem grandes planos para esta semana, apenas cheia de vontade de dar o meu melhor e aproveitar o dia a dia também da melhor forma que conseguir.
Com as mudanças externas e internas dos últimos tempos que tem vindo a acontecer na minha vida, sinto que este é também o momento de trazer mudanças para o The Choice. Nunca escondi de ninguém a minha situação clínica relativamente à depressão. Sejamos honestos; neste mundo que funciona a um ritmo de loucos quase toda a população se vai abaixo com tanta pressão a vir de todo lado. É mais do que conseguimos suportar ou lidar. Há pouco tempo dei por finalizada a etapa do desmame dos antidepressivos com ordem médica e festejei imenso esse marco, mas mentiria se dissesse que estou bem, que funcionou. Passada uma semana recebi acompanhamento médico novamente e voltei aos antidepressivos porque estava totalmente bloqueada. Esgotada. Não dormia, não conseguia trabalhar, não tinha concentração nem energia. Limitava-me a andar pelos cantos a chorar sem saber porquê e com ganas de arrancar a cabeça a alguém. Portanto, muita coisa para lidar, tanto na vida pessoal como na profissional levou-me novamente à estaca zero. Não consigo carregar o mundo às costas sozinha e quem me rodeia nem sempre entende isso. A pensar em mim e no meu futuro, decidi recorrer também à terapia de Coaching. Quando não estamos bem, está tudo – mais do que – bem em pedir ajuda.
Devido a todas estas situações, decidi afastar-me do blog nesta última semana deixando-vos entregues a posts agendados que já tinha escrito anteriormente. Foram dias atribulados, mas necessários para colocar as coisas em perspetiva. Finalmente respirei fundo e ganhei coragem para aqui vir escrever.
É Domingo e nem sequer está sol. Mas estou de fato de treino e chinelos sentada à mesa da varanda a levar com um vento de outono na fuça. Tenho o gato do lado de dentro da janela a olhar para mim e a pensar que raio estarei a fazer. E aqui estou eu, neste meu recanto tranquilo enquanto ouço os passarinhos e os miúdos dos vizinhos para cima e para baixo.
E pensar que este era para ser um post rápido e simples que de repente se tornou num desabafo que daria certamente para o guião de um filme qualquer? Comecei por vos falar sobre mudanças que iriam ocorrer no The Choice e vou então focar-me nisso mas antes de mais precisava que entendessem o contexto que leva a essas mudanças.
Senti que estava a exigir demasiado de mim. O trabalho, o blog, o instagram a tentar ser uma influencer de meia tigela. É fixe ter muitos likes e seguidores, mas não é nada fixe quando aquilo que fazíamos prazerosamente se torna um trabalho, uma obrigação na tentativa de conseguir parcerias com editoras ou marcas. Decidi abrandar o ritmo e focar-me no essencial em vez de andar quase com uma seta neon a apontar para mim a piscar e a dizer "Hey! Estou aqui também, ok? Dá-me uma oportunidade, vá lá!"
Não se trata propriamente de desistir, mas de definir prioridades e sabem? Tenho saudades de quando escrevia apenas porque sim, porque adorava e não por ter uma lista de posts a escrever para o blog não cair no esquecimento. Cada um de nós tem o seu ritmo de rotina e está tudo bem, não somos nem menos nem mais que os nossos vizinhos do lado.
E foi a pensar em tudo isto e na minha situação atual que decidi estar na altura de terminar a rubrica de reviews de séries e iniciar uma ideia em que ainda estou a limar arestas, mas que, embora seja escrita por mim e também para mim como lembrete, espero que gostem e vos faça sentir aconchegados e amados.
Quero continuar a escrever sobre livros, filmes, viagens, citações, sobre mim, sobre tudo e mais alguma coisa e quero fazê-lo de coração leve. Quero deixar aqui um bocadinho de amor e de luz para vocês a cada post que eu escreva mesmo que não seja obrigatoriamente todos os dias.
O The Choice será sempre o The Choice. Eu serei sempre eu. E motivo nenhum me levará a desistir deste meu refúgio digital enquanto eu caminhar pela Terra. A menos que algum génio se lembre de encerrar a plataforma do blogger.
A vida é feita de fases, de mudanças, de descobertas, de deixar ir e agarrar o que fica tornando-nos seres humanos melhores. Se não vos completar nem vos fizer feliz, então não é para vocês e isso aplica-se a tudo nesta nossa vida que passa num sopro.
Obrigada por estarem sempre desse lado, até mesmo e acima de tudo, nos momentos menos bons. Os melhores? Estão por vir, certamente.
Bom resto de Domingo! 🤍💫
Filha de médicos proeminentes de Chicago, e com formação musical, também ela sonha com o estrelato, e a sua paixão pela vida é contagiante. Morgan e Colby parecem completar-se na perfeição. Os dois jovens não são os únicos a iniciar uma viagem de autodescoberta. Beverly também tenta encontrar o seu caminho, ainda que de maneira bem diferente. Tendo fugido com o filho de 6 anos ao marido violento, procura começar de novo num local tranquilo e discreto.
Mas com o dinheiro a escassear e o perigo a espreitar a cada esquina, o desespero obriga-a a tomar uma decisão que vai mudar tudo. Enquanto o jovem casal vive os altos e baixos do primeiro amor, a centenas de quilómetros de distância, Beverly vai pôr à prova a sua devoção pelo filho. E o destino depressa se encarrega de fazer o resto, colocando estas três pessoas em rota de colisão - e obrigando-as a questionar o poder dos sonhos perante a ameaça das amarras do passado.»
Colby foi em tempos um adolescente rebelde que fazia parte de uma banda duvidosa quando perdeu o seu tio depois de ter perdido os pais em criança. Mais tarde, deitando os seus sonhos por terra, decide que está na altura de tomar rédeas ao negócio da família e ajudar a tia a gerir a pequena quinta na Carolina do Norte. Quando é convidado a tocar num bar na Florida está longe de imaginar que numa praia bonita vai conhecer Morgan Lee uma também bonita rapariga com formação musical que se encontra de férias com as amigas.
Entre músicas e aventuras, Colby e Morgan inevitavelmente apaixonam-se um pelo outro e tornam-se o apoio constante que cada um precisava para dar ímpeto aos seus sonhos mais antigos. Quando Morgan o convida para partir com ela para Nashville e correr atrás do seu sonho de adolescente ao tornar-se músico a tempo inteiro, Colby vê-se dividido entre o amor da sua vida e a família que não pode deixar para trás com tanto para gerir e lidar.
Nesse preciso instante, Colby vê-se obrigado a regressar a casa mais cedo quando recebe um telefonema preocupante sobre a tia e a irmã deixando Morgan na Florida. Será o amor entre eles mais forte que tudo ao ponto de sobreviver à distância?
Avaliação The Choice: ★★★★☆
Por vezes esqueço-me de mim, esqueço-me de cuidar de mim, esqueço-me de parar para respirar até o meu corpo obrigar-me a isso e relembrar-me que sou feita de carne e não de ferro.
Mas estou aqui, a uma segunda-feira após o meu treino diário, e a dar tudo para ter coragem para o resto do dia. Prometo que logo à noite irei ter novamente o meu tempo para mim, para a minha saúde mental.
Costumo utilizar o Monday...Again para alinhar os meus objetivos semanais, mas desta vez fico-me apenas por um (ou dois?): reencontrar o meu caminho e a minha paz. O resto...bem o resto o universo trás ou eu corro atrás.
Bom dia e boa semana🤍
(Enviem aí um bocadinho de uma boa vibe aqui para este lado, please.) 🤞🏻
«Charlie e Nick estão na mesma escola, mas nunca se conheceram... até ao dia em que são obrigados a sentar-se lado a lado. Eles rapidamente se tornam amigos, e Charlie começa a apaixonar-se por Nick, embora ache que não tenha qualquer oportunidade.
Mas o amor funciona de maneiras surpreendentes e, por vezes, coisas boas estão mesmo ao nosso lado...Este é o primeiro volume de Heartstopper, a banda desenhada premiada (Goodreads Choice Awards 2020) de Alice Oseman.»
Creio que Heartstopper neste momento já dispensa grandes apresentações uma vez que tem sido uma saga bastante falada tanto pelos livros como pela série na Netflix. Quanto a mim, posso dizer que foi a série que me levou a ler os livros. Mesmo já sabendo de antemão o que ia acontecer, iniciei o primeiro volume de Heartstopper numa noite em que a leitura do Não Contes a Ninguém estava a dar comigo em doida. Precisava de algo leve, amoroso e fofo...a escolha recaiu sobre a história de Charlie e Nick.
Para os mais distraídos, Heartstopper é uma banda desenhada que gira em torno de Charlie e Nick, dois adolescentes que frequentam a mesma escola mas não se conhecem até que acabam sentados lado a lado na sala de aula. Charlie assumiu recentemente ser gay, o que o levou a tornar-se vítima de bullying por parte dos colegas, sobretudo dos rapazes da equipa desportiva. Mantém uma relação secreta com outro rapaz que diz ser gay, mas que Charlie descobre ter namorada. De coração partido e farto de ser gozado, Charlie decide seguir em frente.
Por seu lado, Nick é desportista mas totalmente o contrário dos amigos. É atencioso, carinhoso e simpático. Rapidamente e facilmente trava amizade com Charlie tornando-se inseparáveis. Charlie começa a apaixonar-se por Nick mesmo achando que não tem qualquer oportunidade. A seu ver, Nick transpira hetero por todos os poros do seu corpo, está sempre rodeado pelos amigos desportistas que passam os dias a meter-se com Charlie e restante grupo, quando na realidade o próprio Nick começa a debater-se sobre a sua sexualidade e os seus sentimentos controversos.
Este primeiro livro assenta sobre as descobertas, os sentimentos, a sexualidade, o amor jovem e os amigos que permanecem ao nosso lado independentemente de tudo. Com um enredo amoroso e realista, Heartstopper é fácil de ler com um leitura muito simples e fluída.
Avaliação The Choice: ★★★★★

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