Uma vez mais, através dos pensamentos de Maria Helena ouvimos as inquietações de tantas mulheres que, por uma ou outra razão, foram perdendo a sua autoestima e colocando as necessidades dos outros à frente das suas.
«Não é o mundo que tem de concordar com as nossas escolhas, somos nós. Não é o mundo que tem de aceitar a pessoa que somos, somos nós. Não é o mundo que tem de nos dizer o que é certo ou errado para nós, somos nós mesmos. Porque depois também não vai ser o mundo a saborear o acerto das nossas escolhas, não vai ser o mundo a celebrar a "sorte" de ganhar o pão que sustenta a vida a fazer aquilo que gostamos. Não é o mundo que vai saber dar valor ao que nos move, ao que nos levanta, ao que nos eleva. Não é o mundo que vai receber todos os abraços felizes das pessoas-âncora da nossa vida. Não é o mundo que nos vai ensinar a sentir a mais profunda convicção de que a vida nos dá tudo o que precisamos para ser felizes.
Somos nós.»
Sofia Castro Fernandes in Às 9 no Meu Livro
Hoje tenho algo para vos contar.
Quem me acompanha há muito tempo, sabe que desde 2017 tenho sofrido com vertigens que se transformaram em tonturas recorrentes sem motivo aparente. Foram anos de médico em médico, a ser empurrada de especialidade em especialidade, de exame em exame, sem uma resposta concreta para o que causava os meus sintomas. Nada resultava. A medicação atenuava, mas não me ajudava totalmente. Outras, ajudavam nos sintomas mas causaram outros problemas.
Finalmente, cheguei às mãos de uma excelente médica otorrino especialista em vertigens que me pediu o exame que nenhum outro médico me tinha pedido: uma ressonância magnética ao crânio. Estávamos já no início de 2020, mas devido aos meus ataques de pânico e claustrofobia, a primeira tentativa de realizar a RM foi completamente falhada. Passados uns meses voltei à consulta com uma bateria de exames feitos, apresentava melhorias com a medicação que ela me tinha receitado, mas sem a RM. Ela insistiu. Queria mesmo que fizesse a RM e apresentou-me a solução que algumas clínicas dispõem para pacientes claustrofóbicos; as máquinas de RM abertas. Em Julho fui a roer as unhas para a Remagna do Montijo que era a clínica mais perto da minha zona de residência. Foram cerca de 30 minutos a controlar a respiração devido aos nervos. Ao mesmo tempo, estava convicta que estaria tudo bem na minha cabeça e que quando saísse da clinica poderia dizer aos meus pais, toda sorridente, que tinha conseguido realizar o exame, mesmo sobre pressão e uma carga de nervos e ansiedade.
A primeira coisa que vi quando me passaram as imagens para as mãos foi uma pequena bolinha branca. No meio de tantas imagens, de tanta informação para a qual eu não tinha conhecimento, destacou-se aquela pequena bolinha branca no meu cérebro. Eu sabia, certo? Sempre soube que havia algo de errado, mas tive de esperar uma semana pelo relatório enquanto todos e mais alguns cenários me passavam pela mente.
O relatório chegou, lesão nodular infra centimétrica aparentemente benigna a que deram o nome de subependimoma e que eu batizei de Jeremias posteriormente. Palavras demasiado formais e incompreensíveis. Eu tinha (tenho) um quisto no cérebro. Um primo em segundo grau tinha morrido no início desse mesmo ano com cancro cerebral. Imaginem o meu desespero. Chorei com a cabeça em cima da mesa da cozinha, já me imaginava sem cabelo, a fazer tratamentos. A médica que me pediu a RM sossegou-me, disse que era coisa pequena e nada de preocupante, mas para procurar opinião de um neurocirurgião. Procurei o melhor médico que tinha disponível na CUF da minha residência que desvalorizou completamente o assunto. Não era preocupante, era pequeno e não valia a pena uma intervenção, contudo, achou por bem enviar-me para um neurologista devido às minhas enxaquecas. Mais uma voltinha no carrossel, mais um médico novo. A mesma opinião, ainda assim, decidiu manter o assunto debaixo de olho e pediu-me para mais tarde repetir a RM para controlar o Jeremias, saber se evoluía ou não. Deu-me medicação para controlar as enxaquecas mas que ainda assim, o quisto não seria, de todo, a razão das minhas tonturas recorrentes. Voltei à estaca zero, só que desta vez sabia que tinha um mini M&M na cabeça.
Chegou 2022 e também a altura de repetir a RM. Tinha-se passado mais de um ano e meio desde que tinha descoberto o Jeremias alojado dentro de mim e só rezava a Deus que ele não tivesse crescido.
Num post anterior, há exatamente uma semana, pedi-vos que me enviassem boas energias, amor e luz. Que cruzassem os dedos. Enquanto isso, eu estava na clinica a pedir a Deus que me ajudasse. Que me desse boas notícias. Naqueles vinte minutos dentro da máquina da RM o meu mantra foi apenas um "Eu sou amor, sou luz, sou amor, sou saúde. Está tudo bem. Deus é meu amigo e vai ajudar-me." Imaginei o meu casamento, os meus futuros filhos e repetia o mesmo mantra. Porque a verdade, é que Deus é meu amigo e senti ali ao meu lado a presença de algo mais. Alguém que eu precisava que estivesse ali porque sei que estão sempre comigo. Posso não os ver, mas consigo senti-los tão facilmente.
Voltei para casa. Passou-se uma semana e o relatório que recebi há dois dias diz essencialmente que tudo se mantém igual. Que está exatamente igual à RM de há quase dois anos. Está estável.
Não sei o que o amanhã me reserva. Não sei se daqui a um ou dois anos o Jeremias ainda estará do mesmo tamanho. Não sei se um dia terei que optar pela sua remoção, mas enquanto isso, sou grata.
Grata a Deus por não me abandonar. Grata a quem já partiu e continua presente nos momentos mais importantes. Grata por ter saúde. Grata por tudo o que a vida me tem dado.
Sou grata. Sou amor. Sou luz. Sou paz. E Deus é meu amigo. Obrigada e obrigada a todos vocês que me têm acompanhado por aqui há muito ou pouco tempo, mas que sempre demonstraram um enorme carinho por mim. 🙏
Tangled in the sheets until the evening, there was nowhere to go, yeah
We were in a daze learning
Each other's shapes, tracing
Shadows of rain down your back, oh-oh
Kisses on your body in my memory, baby, nothing comes close
It was the summer of love
A delicate daydream
And for a couple of months
It felt like we were 18, yeah
It was the summer of love
La-love
La-love, yeah
It was the summer of
La-love
La-love
Meditation and tequila
Calling you my señorita
Didn't know how much I need ya
Hate it when I have to leave ya
I've been taking mental pictures
For when I miss you in the winter
Stayin' up until the sunrise
Praying it won't be the last time
It was the summer of love
A delicate daydream
And for a couple of months
It felt like we were 18, yeah
It was the summer of love
La-love
La-love, yeah
It was the summer of
La-love
La-love
Kisses on your body were like heaven, we were taking it slow, yeah
And tangled in the sheets until the evening, there was nowhere to go, no
It was the summer of love (you were my summer of love)
A delicate daydream
And for a couple of months
It felt like we were 18, yeah
It was the summer of
La-love
La-love, yeah
It was the summer of
La-love
La-love
It was the summer of
La-love
La-love, yeah
It was the summer of
La-love
La-love
It was the summer of love»
Sobre a obra em si, foi exatamente o que esperava. Não me desiludiu em nada, pelo contrário, até me conseguiu surpreender um bocadinho mais por todo o enredo. A história está muito bem construída do início ao fim, cheia de pontas soltas e perguntas que têm as suas respostas na reta final. Suspense ... muitoooo suspense e roer de unhas. Acho que cheguei ao ponto de me afundar mais nas mantas só de imaginar a escuridão assustadora da mansão Carnhallow. Até dava arrepios!
Avaliação The Choice: ★★★★☆
Em 2021 afastei-me um pouco das minhas séries preferidas para me dedicar mais à leitura e terminar de uma vez por todas a série House M.D. Com o novo ano, novas metas surgiram e uma delas é terminar de ver 10 séries que já tiveram o seu encerramento e colocar em dia outras que ainda estão em andamento e tenho super atrasadas!
Que séries querem terminar de ver este ano? Das acima mencionadas já viram alguma?
Boa segunda-feira e boa semana, gente linda!
Neste preciso momento, necessito muito que me enviem boas energias, muita luz, fé e amor. Preciso que orem um bocadinho por mim e mantenham os dedos cruzados. Contarei as notícias quando as receber. E que sejam boas...por favor Deus, por favor universo. 🙏
Este texto contém spoilers
O meu feedback geral, é que a série está realmente incrível, mesmo com todos os altos e baixos, mesmo com alguns episódios mais fascinantes que outros, mesmo com toda a instabilidade do House, todos os bons momentos que ele teve e julgou não ser digno de ser feliz. Ainda assim, não estava nada preparada para a temporada oito e muito menos para o que aconteceu nos episódios finais.
Será que valeu a pena tanta dedicação ao trabalho? Lutar por uma suposta carreira silenciando os seus sonhos? As horas fora de casa, longe dos braços de quem mais esperava por si? As dúvidas que esmagaram desejos maiores? a sua família e os seus sonhos não serão mais importantes que tudo? Nada está garantido, é certo, mas está nas nossas mãos lutar por aquilo que mais queremos. Não, a partida de Beatriz para a Guiné-Bissau, para fazer voluntariado, não podia ser um ponto final na sua história de amor. Restava-lhe uma morada deixada por Beatriz. Era para lá que enviaria as suas cartas de amor, a relatar os seus dias, as suas descobertas e os seus arrependimentos. Mas a resposta não chega e, angustiado, decide partir e lutar por aquilo que de mais precioso tem na sua vida: o seu amor por Beatriz. Mas, quando chega ao seu destino, percebe como a vida pode mudar num minuto.
Entre Lisboa, Alentejo, Algarve e Guiné-Bissau, e com um conjunto de personagens que fazem questionar o leitor sobre as suas próprias certezas, André Sousa, no seu romance de estreia, traz-nos uma história de amor (im)possível, capaz de atravessar quilómetros e barreiras.»
Avaliação The Choice: ★★★★☆
Em Bora Bora, Mark leva Erin a fazer mergulho. Mark está com ela, Erin sabe que está segura. Vai correr tudo bem. Porém, descobrem algo estranho na água... o casal decide manter a sua descoberta em segredo - se mais ninguém souber o que eles encontraram, que mal poderá haver nisso? Mas a decisão que tomam desencadeia uma devastadora sequência de acontecimentos... que vai pôr em causa tudo o que lhes é mais querido.»
Avaliação The Choice: ★★★★★
Em 2020 estivemos à conversa sobre o teu livro "Lago" que rapidamente se transformou num enorme sucesso. Hoje, tens outro livro publicado; "Avis". Vamos falar um bocadinho sobre essa nova obra?
Cuja resposta foi “Vou ser sincero. Não é um caminho fácil. A cultura, em especial a escrita, é um caminho que se faz por amor em Portugal, pois que o é sabe perfeitamente que não é fácil em termos de gastos, e frutos, que não temos um reconhecimento como outras áreas têm, e isso torna-se um pequeno incomodo porque sabemos que devíamos ter mais destaque, mais relevo. Não só a nível de média, e meios de publicitar, e alavancar, os escritores, como também as próprias editoras (não todas são assim), deviam olhar melhor para os originais e arriscar em nós. Existem grandes escritores em Portugal, escondidos numa sombra do desconhecido, que acaba por se tornar injusto.”
Ando também a estudar modos/maneiras criativas de colocar esses projetos na matéria. Tentar cativar à leitura talvez, e espero que 2022 seja mais simpático no que toca à pandemia.
Os meus maiores desejos para 2022 é que venha com muitas coisas novas, novos projetos. Muita prosperidade e saúde, e de preferência que o COVID desse tréguas e pudéssemos todos voltar ao normal, mas sei que não funciona assim.
Muitas leituras e muitas escritas. Muitas oportunidades.
Para
finalizar, e para quem ainda não te conhece, em que redes sociais te podemos
encontrar?
Podem me encontrar no Facebook e também no Instagram.
Visitem e alguma dúvida não hesitem!
Enquanto tua seguidora e fã das tuas obras, espero que 2022 te traga muitas coisas boas e muitos projetos. Cá estarei para te acompanhar.
Addie e Deb estão de malas feitas para uma viagem de carro até à Escócia para assistirem ao casamento de uma amiga. A playlist está a postos e as guloseimas estão preparadas, e até Rodney, um outro convidado da boda a quem vão dar boleia, se encontra devidamente instalado no banco de trás. O longo percurso promete ser uma oportunidade para as duas irmãs passarem umas belas horas de convívio.
Contudo, pouco tempo depois da partida, um outro carro embate na traseira do delas. Tudo não passaria de um pequeno contratempo, se o condutor da outra viatura não fosse Dylan, o ex-namorado de Addie, que ela anda a evitar desde a separação traumática do casal dois anos antes.
Dylan e Marcus, o seu melhor amigo, também vão a caminho do casamento, mas, agora que os dois ficaram com o carro inoperacional, Addie vê-se obrigada a oferecer-lhes boleia. E é assim que, de um momento para o outro, o Mini se enche de bagagem e segredos. Nos quase 650 quilómetros que têm pela frente, Addie e Dylan serão obrigados a confrontar-se com a atribulada história da sua relação e com todas as memórias de um passado com muitos problemas por resolver.»
Adorei o Apartamento Partilha-se e A Troca pelo que quando soube que ia sair em Portugal o seu novo livro fiquei extasiada. Felizmente, tenho um noivo muito amoroso e atento ao meu blog que mo ofereceu pelo Natal. Foi a primeira leitura do ano e também a minha primeira experiência num grupo de leitura do Instagram. Escusado é dizer que no final da primeira semana já eu tinha o livro lido e não podia falar sobre ele abertamente sem ser nos dias de spoiler!
Mas vamos falar então da Viagem Atribulada. O primeiro impacto que tive com este livro foi achar a capa super amorosa, o segundo foi que desde o início criei um ódizinho de estimação pela personagem do Marcus. Na verdade, inicialmente todas as personagens parecem meio...vazias, contudo com o decorrer da leitura percebemos através dos capítulos de "Antes" algumas circunstâncias e consequências do "Agora". Descobrimos assim o passado de cada personagem e o quanto cresceram no momento presente. Arrisco-me até a dizer que foi mesmo uma viagem atribulada com muitas peripécias, mas que também serviu para que todos resolvessem os seus problemas e fantasmas do passado até ao ponto de já não ser um suplício dividirem o mesmo carro.
Mesmo sendo uma leitura leve, aborda temáticas mais sérias o que torna o livro mais real e não tão isto só acontece nos livros. Viagem Atribulada enche-nos de amor, de sorrisos e da certeza que todos merecemos uma segunda oportunidade no amor e na vida em geral. Há sempre espaço e tempo para remediar os erros do passado.
Avaliação The Choice: ★★★★★

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