Editora: Alma dos Livros
Género: Policial e Thriller
Número de páginas: 352
Tópicos que aborda: Assassinato. Desaparecimentos. Investigação. Alcoolismo. Mistério.
Sinopse:
«O corpo de uma rapariga foi abandonado num velho celeiro de um terreno rural no sul de Inglaterra. O assassino deixou-a fechada dentro de um contentor metálico cuidadosamente posicionada em frente a uma câmara de vídeo ligada a um smartphone. É um dos seus prazeres secretos, ficar a admirar o resultado da sua obra, a decomposição progressiva do corpo.
Porém, quando chegou a casa e ligou o ecrã, algo lhe chamou a atenção: pareceu-lhe vislumbrar o corpo da rapariga a mexer-se. Primeiro, um pequeno gesto, depois outro mais. Afinal, estava viva. Alguma coisa correu mal. Primeiro, isso começou por irritá-lo, mas depois recompôs-se. Já não conseguia conter o entusiasmo e a ideia de repetir tudo novamente.Entretanto, a polícia recebeu a participação do desaparecimento de uma jovem com problemas de álcool. A contar com esta, é a décima sexta vez que está desaparecida. Parece uma perda de tempo. Mas a detetive Maddie Ives tem um mau pressentimento e decide investigar.
O tempo escasseia. O assassino já identificou o seu próximo alvo. E a rapariga dentro do contentor não pode esperar mais. Apenas uma ténue esperança lhe permite supor que a sua história ainda não chegou ao fim.»
Review:
A Rapariga no Abismo marca a estreia do autor em Portugal e não podia ser melhor!
Para quem lê tantos policiais como eu, sempre que começa uma nova série ou conhece um novo autor, divide-se entre o entusiasmo, a curiosidade e o receio de se desiludir.
Depois de ler autores como Cara Hunter, Leslie Wolfe, Robert Bryndza entre outros, conhecer a série que acompanha a detetive Maddie Ives foi desafiante, mas também uma agradável surpresa.
Com um início meio lento que me fez demorar a entrar no enredo, A Rapariga no Abismo conta-nos a história de um assassino voyeur que escolhe a dedo as suas vítimas e que gosta de observar através de câmaras instaladas a decomposição gradual dos seus corpos. Contudo, desta vez algo lhe correu mal e a sua vítima ainda está viva. E agora?
Quando a polícia recebe a participação de um novo desaparecimento, a detetive Maddie Ives é chamada para resolver o caso e o cerco aperta-se. Resta uma ténue esperança para que não seja tarde demais para a jovem desaparecida.
Com um enredo de nos prender a respiração até última linha e repleto de reviravoltas, Charlie mostra-nos neste seu primeiro livro que sabe o que faz ao explorar tão bem a mente doentia do assassino ao mesmo tempo que nos arrepia com cenas descritas de forma tão crua e gráfica.
Uma leitura intensa, arrepiante e viciante que não sabemos se fechamos os olhos para tentar des-ler as partes mais... nojentas... ou se continuamos a virar página atrás de página.
Avaliação: ★★★★☆
«Olhos no futuro, aparecerá alguém por quem vais apaixonar-te de novo. Nessa altura, qualquer coisa que possa restar do passado é destruída. Dá-se um novo começo e a vida mostra-te que o coração, afinal, é reutilizável e pode amar mais do que uma vez.»
Raul Minh'alma in Tudo Foi Como Tinha de Ser
No post onde consta a primeira parte desta viagem escrito em Novembro e que podem ler aqui, falei-vos um pouco sobre a Zambujeira do Mar, sobre o alojamento onde fiquei e alguns nos locais que visitei como Porto Covo, o Naufrágio Klemens e o Cabo Sardão. Hoje, trago-vos mais alguns locais incríveis que descobri e que eu tenho a certeza que muitos de vós também iriam gostar de visitar!
🗺️ O que visitar:
📍Zambujeira do Mar
Como referi anteriormente, trata-se de uma pequena povoação de pescadores onde reina a tranquilidade típica de vilas piscatórias, sobretudo em época baixa. Possui praias muito bonitas (e frias!) sendo estas um dos maiores motivos da visita de turistas, assim como a natureza e o desporto náutico. Integra-se no Parque natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e no verão enche-se de apaixonados por música que procuram a diversão do Festival do Sudoeste em Agosto, na Herdade da Casa Branca.
As suas praias de água bem fria mas cristalina, areia fina e limpa, e as suas falésias repletas de rochedos são um dos pontos fortes da Zambujeira. Também a comida o é, sobretudo se forem amantes de peixe e marisco.
Além da Praia da Zambujeira, outras também possuem a sua fama, tais como a Praia dos Alteirinhos, Praia da Nossa Senhora, Praia das Costa do Lajão, Praia do Tonel, Praia da Pedra da Bica, Praia do Cavaleiro, Praia da Amália...portanto, praias para todos os gostos sendo que algumas delas são vigiadas e outras são selvagens. Há praia para os naturistas, os surfistas, outras com piscinas e lagoas quando a maré baixa. O maior problema desses tesouros escondidos na natureza é o acesso. As mais bonitas são talvez aquelas que mais custa a lá chegar, é preciso alguma resistência física e um calçado adequado e seguro. Já para não falar de alguns acessos que só são possíveis em maré baixa e que exigem atenção redobrada se não querem ficar retidos na praia na hora do regresso.
📍Portimão
Na véspera do meu aniversário deixei a calmaria do Monte do Zeca e rumei até Portimão numa visita relâmpago. A diferença de temperatura foi bastante óbvia e ainda deu para molhar o pé.
Para quem não sabe, Portimão é uma cidade Algarvia que pertence ao distrito de Faro e é uma zona bastante importante no que diz respeito a turismo e pesca.
📍Praia dos Três Castelos
Com um areal de perder a vista e um mar azul e límpido, a Praia dos Três Castelos situa-se ao lado da Praia da Rocha e ambas estão ligadas por uma passagem escavada nas rochas. Do outro lado, a oeste, existe a pequena Praia dos Careanos, ambas rodeadas por uma alta falésia que vale sempre a pena percorrer numa caminhada e apreciar a paisagem.
Não conhecia Portimão e também não foi numa visita rápida que fiquei a conhecer verdadeiramente, mas do que conheci, gostei e tenciono mesmo regressar e aproveitar ao máximo aquele mar azul que dá vontade de mergulhar só de olhar.
📍Porto das Barcas
No dia seguinte, no meu aniversário, a meteorologia deu tréguas e presenteou-me com um dia de sol e calor maravilhoso. Aproveitei o bom tempo para conhecer um pouco mais da Zambujeira do Mar, nomeadamente o Porto das Barcas.
Trata-se de uma rampa de acesso ao mar nomeada como Porto das Barcas. Atualmente é uma zona pouco povoada e movimentada, mas ainda considerada como Porto de Abrigo para os barcos de recreio desde que a meteorologia o permita. Apesar das condições para a atividade piscatória não serem as melhores e serem muito rudimentares e artesanais, é um local que vale a pena visitar pela sua beleza natural.
📍Monte do Zeca // 30º aniversário
De regresso ao alojamento depois da visita ao Porto das Barcas, tinha um bolo de aniversário à minha espera. Quando marquei as férias, contactei os responsáveis e fiz um pedido especial: encomendarem um bolo para o meu aniversário. Não poderia entrar nos 30 sem bolo, certo? Foram super atenciosos e o bolo era delicioso. Entrei nos 30 de forma diferente e pacífica.
E agora que escrevo este post, super atrasado como sempre, estou a menos de dois meses de chegar aos 31 e desde esta altura que visitei a Zambujeira do Mar a minha vida deu 485859 mil voltas.
E agora que escrevo este post, super atrasado como sempre, estou a menos de dois meses de chegar aos 31 e desde esta altura que visitei a Zambujeira do Mar a minha vida deu 485859 mil voltas.
«Eu faço o que faço
E tudo o que tu fazes mudou-me
Mentiras, verdades
Ter-te aos bocados colou-nos
E eu vivi-te e rimei o meu mundo
Toquei-te e cheguei-te no fundo, eu
Senti-te, perdi-te, encontrei-te iludido falhei
Mas tirei-te do escuro
Ainda dizes que isto é fake love
Palavras são balas no meu peito, ouve
Calmo e calado a tentar ser tough
É complicado, eu não sei o que houve
Eu sempre fui assim para ti,
Mas tu já não me vês
Eu disse bora guardar
Tudo o que somos num sítio bom
Mas desta vez é tão de vez que já nem vês quem eu sou
Eu já não espero que tu esperes por mim
Eu acho que é melhor ficarmos assim
E tudo o que tu fazes mudou-me
Mentiras, verdades
Ter-te aos bocados colou-nos
E eu vivi-te e rimei o meu mundo
Toquei-te e cheguei-te no fundo, eu
Senti-te, perdi-te, encontrei-te iludido falhei
Mas tirei-te do escuro
Ainda dizes que isto é fake love
Palavras são balas no meu peito, ouve
Calmo e calado a tentar ser tough
É complicado, eu não sei o que houve
Eu sempre fui assim para ti,
Mas tu já não me vês
Eu disse bora guardar
Tudo o que somos num sítio bom
Mas desta vez é tão de vez que já nem vês quem eu sou
Eu já não espero que tu esperes por mim
Eu acho que é melhor ficarmos assim
Eu disse pa’ tu guardares
Tudo o que fomos num sítio bom
Mas desta vez é tão de vez que já não vês quem eu sou
Eu já não espero que tu esperes por mim
Eu acho que é melhor ficarmos assim
Eu dei o que dei
Tudo tiraste e cansou-me
Eu nunca mudei
Tu é que mudaste e lixou-nos
Perdido senti-me sozinho
Vi
Por dentro o meu próprio caminho
Se é o destino eu consigo,
Desligo, defino o que sigo
Mas levo-te sempre comigo
Tão pouco que nos faltou
Mas foi mais que que pouco
Parece que o nosso amor ainda está de luto
Eu já não sei quem lutou
Eu já não sei quem falhou
Eu já não sei quem ganhou
Eu disse pa’ tu guardares
Tudo o que fomos num sítio bom
Mas desta vez é tão de vez que já não vês quem eu sou
Eu já não espero que tu esperes por mim
Eu acho que é melhor ficarmos assim
Acreditei mas não soube porquê
Sei, também errei isto foi tudo um erro
não há nada aqui para ver
E sempre que estás perto
Algo não bate certo»
«Nem tudo o que vem é para sempre, e nem tudo o que queremos é para ser. Esta devia ser uma das nossas maiores regas de sobrevivência: Saber deixar vir. Saber deixar ir.»
Fevereiro é sempre o mês mais curto do ano, mas ainda assim, sinto que foi mais longo do que o suposto.
Foram 29 dias que me colocaram à prova diariamente. Comecei um novo emprego e todas as coisas novas que isso implica; nova rotina, ajustar horários, novas tarefas, aprender algo novo, lidar com novas pessoas. Tem sido um desafio, sobretudo aliado a todas as mudanças que têm acontecido na minha vida desde o fim de 2023, mas sobrevivi. Pelo menos até aqui.
Em Fevereiro foi rara a noite que adormeci sem chorar. De frustração, de solidão, de vazio, de stress... foi uma mistura perigosa para a minha ansiedade, mas a minha força de vontade de dar a volta por cima foi maior. Depois da chuva passar vem sempre o sol e mesmo no meio do turbilhão de sentimentos em que estava também aconteceu coisas boas. Fiz novas amizades, voltei a conseguir ler mais depois de uma valente ressaca literária, ouvi muita música, descobri muitas músicas novas, vi séries e retomei – desta vez com vontade – a escrita do meu livro. No meio da agitação do dia a dia, estas pequenas conquistas para mim significam muito.
Parar e olhar para a retrospetiva de Fevereiro aquece-me o coração, acima de tudo na parte dos livros que escolhi para me fazer companhia. Sem dúvida que consegui escolhê-los a dedo.
O Pacto (5★) finalmente dei oportunidade a série Off-Campus. Tenho sempre a mania de só ler livros com hype quando toda a gente os leu e já quase ninguém fala sobre isso. Como primeira impressão, adorei e sem dúvida que os próximos livros prometem.
O Erro (4★) apesar de ter gostado imenso, confesso que O Pacto é que ficou com o meu coração.
Heartstopper: vol. 2 (5★) li o vol. 1 em 2022 e retomar esta série é como regressar a casa. Quem leu ou tem acompanhado a série sabe do que falo.
Heartstopper: vol. 3 (5★) enquanto Nick e Charlie se conhecem mais profundamente, começamos a perceber que algo se passa com Charlie e é então que Heartstopper começa a entrar no campo da saúde mental, nomeadamente da auto-mutilação e distúrbios alimentares.
Heartstopper: vol. 4 (5★) é talvez o livro mais triste da série até ao momento, pelo menos dos que li e centra-se maioritariamente na caminhada de Charlie em relação à sua saúde mental e em como isso afecta também as pessoas à sua volta.
Nick e Charlie (5★) é um livro complementar com texto corrido em vez da novela gráfica de Heartstopper. Conta-nos sobre a ida iminente de Nick para a universidade e em como Charlie lida com isso depois da sua recuperação no livro anterior.
No Cinema em Casa vi apenas Beautiful Disaster que me fez rir imenso e mal posso esperar para ver a continuação.
Já na secção das Séries, terminei de ver a temporada 6 de Station 19 e comecei a ver a primeira de NCIS Hawaii que estou a adorar, por sinal.
Portanto, Fevereiro foi assim... intenso, caótico, repleto de emoções e sentimentos, muito stress, muitas lágrimas, mas também alguns sorrisos. Como referi anteriormente, num mês louco como este, conseguir as minhas pequenas conquistas como retomar a leitura, o vir ao blog mais regularmente, e de alguma forma retomar as rédeas da minha vida, significam muito e merecem ser celebradas como grandes conquistas porque viver é isso; um dia de cada vez. Pequenos passos num dia, saltos de gigante noutros. E está tudo bem. O que importa é que tudo passa e as coisas más também.
Agora contem-me, como foi o vosso mês de Fevereiro?
Que Março seja leve. ✨❤️🩹
«Recomeçar sempre foi e sempre será o teu maior ato de coragem.»
Janeiro é aquele típico mês que mal começa já sabemos que vai durar e durar e durar, mas este ano, tive a sensação que em Janeiro coube três mil anos de tão longo e confuso que foi. Depois de Dezembro ter sido uma montanha russa, o início de 2024 não foi melhor. Foram 31 dias desafiantes, frustrantes, tristes e muito stressantes. Janeiro pôs-me à prova do início ao fim e forçou-me a tomar decisões importantes em todas as vertentes da minha vida. Não foi fácil, nada mesmo, mas sobrevivi. Tal como sobrevivi a Fevereiro e hoje estamos em Março e finalmente consegui arrumar as ideias o suficiente para escrever sobre os dois primeiros meses do ano.
2024 tem sido de desafios e mudanças, espero que entretanto tudo acalme e consiga descansar a mente e o coração.
No meio do caos que foi Janeiro, consegui apenas ler dois livros o que já foi muito bom dada as circunstâncias do que estava a passar. A seguir a estes dois livros veio uma ressaca literária que nem conseguia olhar para um livro, muito menos pegar num e começar a ler.
Segredos (4★) marca o meu regresso aos livros da autora depois de uma pausa de anos. Os seus livros serem longos por vezes desmotiva um bocadinho. Mas este acabou por me cativar até surpreender!
Tudo Foi Como Tinha de Ser (5★) foi o meu livro de conforto. Depois de uma leitura pesada típica de Lesley Pearse, precisava de ler algo mais leve que me confortasse e inspirasse. O Raul não me desiludiu nem um pouco e acabou por se revelar uma boa escolha para aquele momento, deixando-me com muitas citações para mais tarde reler.
No Cinema em Casa vi O Gato das Botas e A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista. Dois filmes que adorei e que por este andar lá para o verão falo sobre eles.
Já na secção das Séries, comecei o ano com Berlim. Na verdade, devorei a primeira temporada na noite da passagem de ano e uns dias mais tarde comecei a temporada 6 de Station 19.
Janeiro foi assim...confuso, emotivo, stressante e muito desgastante. Espero que seja só o início de 2024. Costumam dizer que não importa como começa, mas sim como acaba. Meu Deus, espero que este ano acabe muito melhor do que começou.
Agora contem-me, como foi o vosso mês de Janeiro? 🤍
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